A Liberdade, a cultura, a democracia e a justiça social são as nossas paixões.
Há várias receitas para assassinar regimes republicanos – a nossa Península já as conhece. Desde a turbulência interna que, em crescendo, foi da apoteose ao caos, como aconteceu em Portugal entre Outubro de 1910 e Maio de 1926 (e acabou com os cidadãos, democratas inclusive, a pedir ordem e com um contabilista manhoso a ocupar a cadeira do poder) ou pelo assassínio puro e simples, sem adornos, sem maquilhagem, como Franco e a sua horda criminosa fizeram no Estado vizinho, entre 1936 e 1939. Há alternativas a estas duas formas de pôr cobro a democracias – O pêlo do mesmo cão cura a chaga que a dentada democrática provoca – chama-se democracia representativa e sendo representativa de quem manda não representa os cidadãos, que formalmente diz representar. Uma trama engenhosa que Jean-Jacques Rousseau denunciava já no seu Do Contrato Social…