A NOSSA PENÍNSULA – 18 – A GUERRA DE 1801 – por Carlos Loures

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Vimos como uma guerra que durou uns dias implicou para os portugueses a perda da praça de Olivença, tomada pelas forças do Estado espanhol e nunca devolvidas, apesar de as instâncias jurídicas internacionais da época determinarem a devolução desse território a Portugal. No Brasil, no entanto, as coisas foram diferentes. O governo do Rio Grande do Sul aproveitou essa guerra para expandir os seu território.

Um barco proveniente da Baía a 15 de Junho de 1801 trouxe a notícia de que Portugal e Espanha estavam em guerra. Um semana depois, a informação foi confirmada por outro barco vindo de Pernambuco. Sem ordens expressas de Lisboa, o governo do Rio Grande do Sul, organizou dois corpos militares que, sem uniformes, mas bem armados e municiados,  atacaram com êxito, posições da coroa espanhola – uma em Rio Pardo e outra em Rio Pardo e outra em Rio Grande.

Outros pequenos destacamentos de milicianos, sem uniforme português, foram constituídos, pois não havia uma declaração formal do estado de guerra. Um destes pequenos destacamentos, comandado por Manuel dos Santos Pedroso, tomou o fortim de São Martinho. José Francisco do Canto, famoso contrabandista procurando uma amnistia para os crimes de que era acusado, com o apoio de índios Guarani e um punhado de pouco mais do que uma dúzia de portugueses, tomou São Miguel das Missões às forças espanholas e depois as povoações de São João e Santo Ângelo. São Lourenço, São Luís e São Nicolau,. de volta e, finalmente, São Borja cujo governador se rendeu sem combate e prometeu fidelidade à coroa portuguesa.

Com um ou outro desaire, os destacamentos de milicianos portugueses tomaram sem grandes confrontos as posições inimigas da região, avultando nesse grupo de fortes e povoações o forte de Santa Tecla, em Bagé. Na Europa, perdemos Olivença, mas expandimos o território do Brasil na direcção do rio da Prata.

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