“MEMÓRIAS DO EXÍLIO” DE ANA ARANHA E CARLOS ADEMAR

Mais de quatro décadas após o seu regresso, antigos exilados falam das suas experiências, revisitam os lugares que os abrigaram e recuperam vivências do seu contributo para a construção da Democracia, fazendo de Memórias do Exílio uma obra indispensável para entender a oposição e a luta à ditadura feitas desde o estrangeiro.

Do site https://escritores.online/ podemos saber mais sobre o livro que chegará às livrarias, no dia 7 de Março, da editora Parsifal.

“A obra visa contribuir para combater a desmemória que gradualmente vai minando as mentes portuguesas relativamente à História recente do nosso país e à ditadura de quase 50 anos. Este período remeteu-nos para um atraso civilizacional nada compatível com o acontecia na Europa, que se desenvolveu exponencialmente após a II Guerra Mundial, enquanto por este canto do continente permanecíamos «orgulhosamente sós», pobres, tristes, vigiados, presos, torturados, mortos ou estropiados numa guerra estúpida, porque completamente anacrónica. Em alternativa a tudo isto, procurava-se o estrangeiro, quase sempre a tal Europa que se afastava a caminho de um futuro mais risonho para os seus naturais. Ali, os portugueses ganharam mundo, cresceram civilizacionalmente e procuraram tudo fazer para desgastar o regime português, combater a guerra de África, sempre na esperança de poderem regressar ao seu país sem medo da repressão fascista, o que só foi possível após o 25 de Abril de 1974.

Este livro é sobre estes portugueses, e nele contam-nos as suas experiências, o que os levou a sair, a aventura que tal representou para muitos, por vezes com a vida em perigo; a quase sempre difícil adaptação aos países receptores, as dificuldades iniciais, mas também a solidariedade entre os exilados e oferecida por organizações internacionais; o combate à ditadura portuguesa, ainda que à distância, e finalmente a explosão de alegria que aconteceu com a notícia da vitória da liberdade em Portugal, e por fim o regresso à pátria libertada. Por isso presto aqui uma singela homenagem aos entrevistados Ana Benavente, Cláudio Torres, Fernando-António Almeida, Fernando Mariano Cardeira (autor da fotografia da capa), Hélder Costa, Helena Cabeçadas, Luís Cília, Luísa Tito de Morais, Manuel Pedroso Marques, Manuel Villaverde Cabral, Margarida Tengarrinha e Teresa Rita Lopes. E neles, a todos quantos de alguma forma deram o seu contributo para o derrube da ditadura, que nos mirrou durante tantos anos.”  Carlos Ademar

 

 

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