O nosso caminho nem sempre é efeito de pedras bem calcetadas, muitas vezes a falta de manutenção dos bonitos passeios faz-nos cair e partir uma perna.
Estávamos no lugar errado no momento errado…
Somos crianças que só queremos brincar, estarmos bem física a afectivamente.
Que bom é saltar, é correr, gritar!
Mas às vezes, já adultos, o nosso corpo, sem saber por quê, adoece e enfraquece-nos.
Não somos nada, apenas um ser humano, vulnerável, fraco, sonhador.
O desconforto que sentimos acaba com o nosso bem-estar, com o nosso apetite e com o nosso sono!
Os dias sucedem-se e a dor não passa, o pulmão não respira, o coração está desorientado, o corpo tem dificuldade em tomar conta de si.
Pais ou filhos vão assistindo, dia-a-dia, ao sofrimento que veio para ficar.
Os médicos dizem que a esperança já não chega e que o pode ajudar a morrer suavemente, por morte medicamente assistida, ou prolonga o sofrimento com cuidados paliativos.
QUE DILEMA!
Despede-se, assim, tranquilo, sem dores. Morre com dignidade.
Viver e morrer com dignidade faz parte da nossa condição de ser humano!
O grupo que trata de Direitos da Criança considera, desde 2013, que qualquer Criança tem o direito a serviços de saúde de qualidade, incluindo prevenção, promoção, tratamento, reabilitação e cuidados paliativos.
Sabe-se hoje que apenas uma em cada 10 pessoas, no mundo, precisa de cuidados paliativos e é atendida, e que 80% da população que precisa desses cuidados paliativos estão em países pobres.
Segundo a OMS, apenas 20 países no mundo contam com serviços de cuidados paliativos nos seus sistemas de saúde.
Morrer com dignidade é um Direito Humano.
Eutanásia sim ou não? Temos muito para reflectir, quem vive com dores crónicas insuportáveis e constantes, que já só respira artificialmente tem o direito a morrer com dignidade e sem sofrimento.