Durante os meses de Abril e Maio foram feitas algumas actividades para se voltar a dar visibilidade às crianças desaparecidas e maltratadas.
Os Agrupamentos de Escola desdobraram-se em tarefas e encontros para que fosse do conhecimento de todos o que significa celebrar O Dia da Criança e o dia da Criança Desaparecida.
Muita gente sabe que existe a Convenção dos Direitos da Criança, muita gente não sabe quais os Direitos que têm de ser salvaguardados.
Os Direitos da Criança têm de ser do conhecimento de toda a sociedade para que esta saiba o que fazer quando tem conhecimento de que há crianças em sofrimento ou estão desaparecidas.
Desde os parentes, aos vizinhos, às escolas, aos centros de saúde, aos hospitais…todos têm obrigação de zelar pelas nossas crianças, em primeiro lugar por elas e depois para capacitá-las de valores de respeito pelo outro e para a Criança saber que a Vida é um bem a acarinhar.
A Criança desaparecida é uma realidade. Porque foge uma criança? Por sofrimento, por solidão, por aventura?
Porque se raptam crianças? Por dinheiro, por tráfego para a prostituição, por mão de obra barata, por razões parentais?
Em Abril, Maio e Junho em toda a parte se fala destas realidades através dos Dias Mundiais. Não sei qual a razão, mas parece-me que este ano debateu-se, publicamente, muito menos. Ao contrário, nas escolas, todos os anos se fala destas realidades com as crianças.
Por vezes, receio que se esteja a defender os Direitos da Criança apelando mais à capacidade de defesa do que à capacidade de sonhar, de brincar…ufa que trabalheira, eu que sou tão pequenino tenho que estar sempre alerta porque há sempre alguém que nos pode fazer mal, até a internet!
Eu que sou tão pequenina tenho que estar sempre alerta quando um homem se aproxima de mim, às vezes até em casa!
Alguém tem que virar isto ao contrário, os adultos é que têm de estar alerta, apesar do conhecimento que devem transmitir à Criança.
Não fosse a capacidade de sonhar e de criar da Criança, os nossos meninos e meninas viveriam constantemente com medo.