A Liberdade, a cultura, a democracia e a justiça social são as nossas paixões.
A poesia de José do Carmo Francisco foi sempre uma “poesia de afectos”. Já desde Iniciais, seu livro de estreia e Prémio Revelação APE (1981), a matéria objecto de poesia dizia respeito a figuras com as quais o autor tinha uma relação de empatia ideológica ou emocional. Esta perspectiva estendeu-se a livros como Universário (1983) ou a Transporte Sentimental (1987), este com a sombra irremediável de Cesário Verde, com quem a partir daí, José do Carmo Francisco passou a ser identificado, aproximação crítica de algum modo redutora mas que traduz a frequência concedida pelos dois poetas à contraposição cidade (tecido urbano)/ campo (universo rural).