FRATERNIZAR – ‘Eupossoeuquero!’ ser feliz e santo E ÀS ESCOLAS CATÓLICAS QUEM AS QUER? – por MÁRIO DE OLIVEIRA

 

“O principal objetivo é rezar, rezarmos com Maria, pedindo ajuda. O tema da santidade inspira-nos e vimos todos também aprender a sermos mais felizes e mais santos”. Isto diz o secretário-geral da Associação Portuguesa de Escolas Católicas (APEC), que organizou o encontro em Fátima, em parceria com o Secretariado Nacional da Educação Cristã (SNEC). Ao todo, apenas 25 escolas católicas participantes, das cerca de 150 que há no país e menos de três mil alunos, mais elas do que eles, dos mais de 73 mil no país. Perante números tão baixos, a nível nacional, cabe perguntar, E às escolas católicas quem as quer? Se lhes retirarmos os apoios do Estado constitucionalmente laico que os bispos católicos tanto reclamam, quantas se manterão abertas e activas? Entretanto, é bom que se saiba que não há outra catolicidade que não a da Humanidade. A das religiões e das igrejas é falsa. Umas e outras são seitas, partes do todo e, para cúmulo, à parte do todo. Uma esquizofrenia que, felizmente, está já a ser superada. Porque só a Secularidade e a Laicidade são saudáveis. Dos guetos, religiosos e laicos, havemos de fugir a sete pés. Nada mais saudável do que viver à intempérie. Longe dos abrigos. Onde germina, calada, a corrupção e a podridão.

É por demais manifesto que as igrejas deste milénio não sabem lidar com as crianças, adolescentes e jovens. Nos dois milénios anteriores foram a sua grande clientela. Não são mais. O terceiro milénio cada vez mais científico e secular, brinda-nos com crianças, adolescentes e jovens outros, muito mais lúcidos, hiper-dotados, ágeis, críticos e autónomos que nos garantem um amanhã outro, bem mais nosso, bem mais humano e religado entre si e ao universo. O Mercado bem tenta seduzi-los, mas eles usam-no, sem se deixarem comprar por ele. E quem diz Mercado, diz as igrejas e as religiões. Casas de negócio, covis de ladrões, chama-lhes Jesus Nazaré, o filho de Maria, a primeira criança-adolescente-jovem que, quando adulto, dissente do judaísmo em que nasce e apresenta-se-lhe como a alternativa a ele e a todos os que se lhe assemelhem. Porque o mataram, puderam fazer destes dois mil anos de judeo-cristianismo, com as suas variantes católica, islâmica e protestante, dois mil anos de Treva e de Aborto do Humano. Não podem mais. O terceiro milénio é da Ciência, de mão dada com a Fé de Jesus e a sua Teologia.

Podem as Escolas católicas criar e difundir slogans, como o que a sua peregrinação nacional foi tentar gritar em Fátima e ao seu nauseabundo santuário, sem dúvida, o exemplo mais acabado de estultícia e de beatice, de desumanidade e de senil prepotência clerical, que o país como um todo nem chega sequer a saber deles e muito menos quer ser. Os últimos papas, por sinal, todos fatimistas, parecem agora apostados em transformar a Cúria romana e o Vaticano numa gigantesca fábrica de produção de santos e santas. De tão cegos e desorientados que andam, nem se dão conta de que, com esta sua fábrica, estão a colocar nos seus desgraçados altares precisamente os mais corruptos. S. José Maria Escrivá de Balaguer e S. João Paulo II dão cartas neste capítulo. De resto, a Corrupção sempre foi a sua especialidade, como igreja imperial que é. Todos os altares são idolatria. E a idolatria é a negação dos seres humanos e dos povos.

A peregrinação nacional ocorre com o Sínodo dos Bispos católicos sobre os jovens em fase de conclusão. Não para os escutar e seguir, sim para os formatar. Felizmente, todos estes eventos eclesiásticos já lhes passam totalmente ao lado. Com os jovens terceiro milénio, a Ciência e a Fé de Jesus vêem chegada a sua hora. E os povos das nações, ainda mergulhados em muitas dores que serão cada vez mais de parto de uma Terra outra, vão ter, também eles, de nascer de novo, do Vento, do Feminino. Chegam assim ao fim os messias que os últimos dois mil anos nos impuseram. Esta é a hora dos jovens e dos povos vestidos de secularidade e de laicidade. Guiados pela Ciência e a Fé de Jesus.

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Nome completo: João Manuel Pacheco Machado

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