QUE NOS DEIXOU AGNÈS VARDA? por Clara Castilho

 

Agnès Varda  cineasta.

Agnès Varda feminista.

Morreu ontem, com 90  anos. De cancro.  De muito ter vivido. De muito ter partilhado.

Nasceu em Bruxelas (1928) e foi com a família para França aos dois anos.

Antes de se falar de novo cinema francês, já ela se antecipara a Truffaut, Resnais ou Godard, com o  seu primeiro filme, “La pointe courte”, em 1955.

Vinha da fotografia, estudava Faulkner e Brecht. E irão ser os marginalizados que a irão inspirar. Em 1985, consegue o Leão de Ouro de Cannes, com “Sem eira nem beira”, filme que lança a discussão em França sobre os sem-abrigo. Em 1971, assina o feminista “Manifesto das 343”, um apelo para a legalização do aborto. Cinco anos mais tarde, regista a história do movimento de emancipação feminina, nos anos 60 e 70.

“As praias de Agnès” vence o César de Melhor Documentário em 2009.

Em 2016 é-lhe atribuído doutoramento “honoris causa”  pela Universidade Lusófona do Porto.

Multipremiada, recebeu o Oscar honorário em 2017.

Seu último filme “Olhares lugares”, concluído em 2017, foi nomeado para um Oscar de Documentário. E, em Berlim, há semanas, mostrou “Varda par Agnès”.

Em 2016 afirmou: “Portugal é um país do cinema para mim” e é famosa  uma sua fotografia icónica de 1956, de uma mulher vestida de preto a caminhar descalça numa rua na Póvoa de Varzim, junto a uma parede com um cartaz rasgado de Sophia Loren.

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