‘Dos oito milhões de espécies estimadas para todo o planeta – das quais cinco milhões e meio são insectos – entre meio milhão e um milhão estão à beira da extinção, a maioria na próxima década’
Cento e cinquenta peritos de cinquenta países trabalharam durante três anos, reunindo milhares de estudos sobre a biodiversidade tudo com o patrocínio de diversos serviços das Nações Unidas, todos ligados ao tema.
‘O património do médio ambiental mundial – terra, oceanos, atmosfera e biosfera – de que depende a humanidade, está a ser alterado a um nível sem precedentes, com impactos em cascata sobre os ecossistemas locais e regionais’
O texto confirma a relação profunda entre a perda de biodiversidade com o aquecimento global, tanto mais que os dois fenómenos são em parte afectados pelos mesmos factores, práticas agrícolas e deflorestação, responsáveis só elas por um quarto das emissões de CO2, mas também de danos gravíssimos nos ecossistemas.
Mais acrescenta que a exploração de terras e dos recursos (pesca e caça), são as causas maiores da perda da biodiversidade, seguidas da mudança climática, da contaminação e do aparecimento das espécies invasivas.
Todas estas projecções correspondem aos avisos e recomendações de numerosos cientistas que estimam estar a Terra no princípio da ‘sexta extinção massiva’, a primeira desde que o planeta é habitado pelo homem.
Mas algumas fontes próximas das negociações a decorrer em Paris desde segunda-feira passada, já lamentaram que o projecto de síntese não seja tão claro sobre o assunto, nem mencione esta previsível e provável extinção massiva.
Estão ali governos, cientistas e peritos de todo o mundo mas receio que o loiro e patético polícia do mundo também ali venha a ter alguma influência.
Ele não quer saber se vai desaparecer o urso polar, mais o tigre das neves e o gorila da montanha, por ser um problema só para os jardins zoológicos; ele não os precisa nem quer nos arranha-céus nova-iorquinos.
Mas estes estudos apontam para a extinção de espécies que nos são muito mais próximas, como as abelhas, os pardais e muitas outras que nos acompanham desde a meninice e que, até por isso, fazem parte da história da humanidade e de cada um!
Só têm um defeito: não são capazes de prospectar, de produzir e nem têm reservas astronómicas de petróleo!
António M. Oliveira
Não respeito as normas que o Acordo Ortográfico me quer impor
São “fake news” para o loiro e patético polícia do mundo..