Ouvir dizer que Portugal é um país racista faz doer a nossa existência, enquanto seres humanos que lutam pelas liberdades e pelos direitos individuais e colectivos.
“A negação, a persistência na desvalorização do fenómeno conduzem ao desastre e à radicalização de posições”, alertou a ministrada Justiça
Falar em racismo é falar da exploração do homem pelo homem, é querer fazer de todas as diferenças existentes nas sociedades os motivos para uma luta sangrenta, é considerar que há grupos de humanos superiores a outros, é subtrair a liberdade, a dignidade, a igualdade de tratamento ao nível social, económico, cultural, é querer exercer o poder para a maioria de um determinado grupo étnico em desfavor de outros grupos que, por serem minoritários, têm apenas o dever de servir, de ser maltratado, de ser subserviente beneficiando, apenas, dos desperdícios alimentares, habitacionais, culturais, dos pálidos raios de Sol que a maioria goza, apenas têm o dever de ter um corpo e a força suficiente para se manter de pé para criar mais-valias aos seus donos.
A maioria, representada no Parlamento, faz leis baseadas na noção da sua superioridade, da sua satisfação pessoal e colectiva. E quantas vezes, apenas e bastante, a vontade psicológica de se sentir confortável…de ostentar o Poder sobre os sem-voz, num mundo em que ser diferente é sinal de que é quase impossível a ascensão social.
Mas sim, é possível a ascensão social, basta ver em termos percentuais a quantidade de jovens que frequentam a Universidade, de jovens que dominam as novas tecnologias, de jovens com emprego, nem que seja temporário, de jovens que se passeiam ou trabalham em empresas fora de Portugal engrossando o número de óptimos cientistas, enfermeiros especializados, de empregados nos supermercados com habilitações académicas superiores às exigidas para o cargo.
Em 2019 os portugueses estão mais satisfeitos com a vida, apesar do número absurdamente elevado de gentes que não votam porque não acreditam nas mudanças, de gentes desmotivadas para o conhecimento, para o espírito crítico, para a leitura.
O racismo consiste na desigualdade social e na discriminação com base em percepções sociais baseadas em diferenças biológicas entre os povos.
O preconceito racial é qualquer forma de expressão que discrimina uma etnia ou cultura por considerá-la inferior ou menos capaz.
Há tantos racismos quantas as situações de desigualdade várias.