Dinheiro do Futuro. Por John Mauldin

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Seleção e tradução de Júlio Marques Mota

Dinheiro do Futuro

john mauldin Por John Mauldin

Publicado por  mauldin economics logo em 26 de julho de 2019 (ver aqui)

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Questões de confiança
Conheça o seu cliente
Para fora dos colchões
Barreiras
Tirar as luvas

 

À medida que trabalho no meu livro sobre o futuro, penso muito sobre a forma como os possíveis eventos irão afetar o nosso dinheiro. Mas também estou a pensar numa outra coisa: Que tipo de dinheiro iremos utilizar?

A resposta pode parecer óbvia: dólares, euros, ienes, todas as moedas fiduciárias emitidas pelos respetivos governos que são a água económica em que nadamos. A maioria de nós nunca conheceu outra coisa. No entanto, estas moedas não são fenómenos naturais. As pessoas criaram-nas. As pessoas também podem abandoná-las e trocá-las por outra coisa, tal como abandonaram as moedas mais antigas.

Eu posso agora ouvir o refrão: as moedas fiduciárias vêm e vão, mas o ouro é para sempre. E agora há uma batida de tambor à volta da moeda Bitcoin. Bem, sim, mas é difícil comprar mantimentos com ouro ou com a moeda Bitcoin.

Há boas razões para pensar que poderíamos mais uma vez voltar a ver algumas moedas fiduciárias desaparecerem. Se sim, que “outra coisa” será o dinheiro no futuro? Há cinco anos atrás, eu disse que esperava ver uma moeda criptográfica assente ou colateralizada em produtos de base cotadas em bolsa (commodities) eventualmente emergir e tornar-se potencialmente a moeda do futuro. Várias, na verdade, também o têm já tentado, mas sem terem muito impacto por uma variedade de boas razões.

O projeto Libra recentemente anunciado pelo Facebook pode ser a melhor proverbial ratoeira. Aparentemente, esta parece resolver alguns dos problemas encontrados por outras moedas semelhantes. Mas no ponto em que estamos, é realmente apenas uma ideia, e não estou convencido de que ela esteja pronta para o horário nobre. Há muitas desvantagens, e vamos analisar algumas delas.

Como o leitor verá, a Libra poderá encontrar um lugar no novo sistema monetário, mas não sem uma longa luta. Forças poderosas têm ideias diferentes.

Mas o objetivo desta carta não é elogiar nem enterrar a Libra, mas pensar no futuro e na mecânica das transações económicas.

Eu posso ir a quase qualquer lugar do mundo e usar a minha própria forma de dinheiro eletrónico: cartões de crédito. Muitas pessoas estão a utilizar os seus telemóveis e em algumas lojas, o leitor simplesmente entra, pega nos produtos que pretende, e sai. A loja reconhece o seu rosto e fatura a sua conta. Sim, o leitor precisa de dinheiro para pagar essa conta. Mas essa transação acontece “atrás da cortina”.

O que é que torna a Libra interessante e que vale a pena discutir? A Libra, ou algo parecido, tem o potencial de reduzir o atrito atrás da cortina. A fricção económica é tudo o que impede os mercados de trabalharem de acordo com o modelo do livro didático da concorrência perfeita: Distância, regulamentações restritivas, informações imperfeitas. Visíveis ou não, geram custos adicionais para os consumidores.

Alguns de nós, já de uma certa idade, lembram-se de viajar para a Europa e pagar 10% ou mais pela simples conversão de dólares em libras, francos ou liras. As “Mama’s” em Kinshasa (na época do Zaire) sentavam-se em certas zonas da cidade com moedas num dispositivo dobrável, disponíveis para trocar dólares, libras, francos, francos suíços e outras divisas por moeda local. Esse era o seu sistema de câmbio internacional, e havia muita fricção. Felizmente, eu tinha dólares que eram melhores do que qualquer uma das moedas locais.

A grande promessa da tecnologia blockchain [protocolo de confiança] é o seu potencial para reduzir muita da fricção não apenas das moedas, mas de todos os tipos de transações. Há literalmente centenas (se não milhares) de empresas empreendedoras a tentarem aplicar a tecnologia blockchain a vários setores. E isso está já a começar a acontecer.


Questões de Confiança

Libra é o que as pessoas ligadas às tecnologias gostam de chamar de “artigo de vapor”. Ainda não existe nenhum produto vendável – apenas um conceito com alguns nomes e dinheiro por trás dele. Quando eu previ algo quase exatamente igual à Libra, o Facebook não estava na minha lista de jogadores óbvios naquele espaço. Deveria ter estado.

A Libra é uma ideia do Facebook, mas a empresa – ciente de que tem problemas de confiança pública – reuniu um consórcio para gerir o projeto. Essa “Associação Libra” tem atualmente 28 membros. Eles são principalmente processadores de pagamento, provedores de tecnologia e telecomunicações, gestores de capital de risco e algumas organizações sem fins lucrativos. O próprio Facebook é representado por uma subsidiária recém-formada, a Calibra.

Veja a lista dos atuais membros da Associação Libra:

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A primeira coisa que eu notei – o que me surpreendeu muito até eu entender a matemática da associação – é que não existem grandes bancos. A minha ideia, em termos gerais, ainda é que os grandes bancos, em conjunto com os reguladores governamentais, criarão a principal moeda eletrónica. Mas, por outro lado, repare que a MasterCard e a Visa são membros. Para além do PayPal e de outros sistemas de pagamento financeiro. Hmmmmmm….

Ao contrário de Bitcoin, a Libra não será “minada” pela resolução de problemas de matemática. Ela será totalmente apoiada por ativos financeiros, que, segundo a associação, consistirão em dinheiro em várias moedas, obrigações de dívida pública e dívida de curto prazo equivalente. Todos estes ativos constituirão a “Reserva Libra” à medida que os seus utilizadores contribuírem com dinheiro, uma parte, por cada unidade Libra, constituirá uma parcela dessa conta. O seu valor flutuará em relação às moedas convencionais, mas não muito (ou assim o esperam).

Isto é semelhante à chamada “moeda estável”, um tipo de criptomoeda projetada para oferecer as vantagens da tecnologia blockchain enquanto ligada a ativos convencionais de baixa volatilidade. A principal, chamada Tether, parece funcionar, mas já encontrou alguns problemas. Nomeadamente, como é que o leitor sabe que os ativos de reserva existem mesmo como reserva da criptomoeda? Isso requer muita confiança, algo que o Facebook não ganhou exatamente do público que supostamente serve. Mas MasterCard ou Visa? Uma vez que a maioria de todos nós tem pelo menos um dos seus cartões, parece que confiamos neles.

Embora eu realmente não use o Facebook, a minha esposa é uma aficionada (sou mais virado para o Twitter). É uma maneira útil de me conectar com uma família distante e acompanhar os eventos da comunidade, o que Shane faz por mim. Eu sei que a publicidade direcionada é o que o torna livre, sem custo, gratuito. Eu não me importo até certo ponto. O problema é que o Facebook utiliza os nossos dados de maneiras inesperadas, que a maioria de nós nunca consentiria se o Facebook no-lo pedisse especificamente, o que não faz. Sem mencionar a aparente incapacidade da grande e lucrativa empresa de armazenar os nossos dados com segurança.

Há muito que é evidente que estes não são simples erros. Mark Zuckerberg fundou a empresa com base no princípio: “Avançar depressa e partir a louça”. Essa é a sua cultura e não é algo que ele possa mudar facilmente, mesmo que queira, e não está claro que o queira fazer. No entanto, ele está a fazer algumas coisas para separar a informação sobre os clientes da Libra relativamente à rede social do Facebook. Não tenho a certeza se isso será suficiente para satisfazer o público, sem mencionar políticos e reguladores em todo o mundo.


Conheça o seu cliente

A Libra enfrenta um outro desafio que pode ser ainda maior. Grande parte da economia “sem banco” gosta de estar na sombra. As pessoas usam dinheiro e criptomoedas moedas como parte da evasão fiscal, fraude, crime ou conspirações terroristas. O Facebook diz que não quer facilitar essa atividade. Mas como é que o vai impedir?

Os reguladores forçaram o setor bancário a adotar práticas robustas de “conheça o seu cliente”. O leitor deve identificar-se para abrir uma conta. Os bancos relatam qualquer atividade suspeita às autoridades. É penoso para as empresas e investidores legítimos, mas trata-se de uma necessidade.

Os reguladores dos EUA e da Europa podem não exigir esse nível de escrutínio da Libra, mas certamente imporão alguns requisitos. Não há maneira de deixarem que se transforme em algo como o Bitcoin.

O Facebook tem milhões de contas falsas envolvidas em todo o tipo de atividades que podem ser tudo menos honestas. Isso é fundamental para o seu modelo de negócios, na verdade; mais aí há a ideia de quanto maior for o número de olhos mais receitas haverá. A empresa está a começar a policiar o público com mais rigor, mas a sua sinceridade é questionável na melhor das hipóteses.

Então o DNA do projeto Libra, por assim dizer, significa a) coletar muitos dados b) não se preocupar muito com a sua precisão, e então c) usar os dados para ganhar dinheiro. Isso é inconsistente com a forma como a Libra terá que operar, se quiser fazê-lo legalmente, como o Facebook e os seus parceiros dizem que é a sua intenção.

Mas digamos que a Libra implementa as salvaguardas que os vários governos exigem.

Isso ainda a deixa com muitas informações sensíveis e confidenciais sobre os ativos das pessoas, hábitos de gastos, viagens e muito mais. Podemos a) confiar na Libra para manter os dados fora das garras do Facebook, e b) confiar na Libra, no Facebook e em quem mais estiver envolvido para protegê-los de ataques cibernéticos?

Basta olhar para todas as violações de dados que ocorreram em bancos supostamente sofisticados e outras instituições que gastaram milhares de milhões para proteger os seus sistemas. Será que a Libra vai investir esse tipo de dinheiro em segurança? Em caso afirmativo, de onde virá ele?

A própria Libra pretende obter receitas com a “flutuação” dos seus ativos. Em teoria, o leitor vai dar os seus dólares ou euros para Libra e eles vão convertê-lo num cabaz de moedas, ativos bancários, e assim por diante. A organização viverá dos juros, não lhe pagando nada enquanto (o leitor espera) que não sejam utilizadas as suas informações para o seu próprio benefício.

Mas voltemos ao conceito de moeda estável. Um cabaz de moedas não é muito estável.

Felizmente para mim, os meus amigos da Gavekal (o extraordinariamente jovem Will Denyer neste caso) deram-se ao trabalho de medir a estabilidade tanto do dólar como dos Direitos de Saque Especiais (DSE) do FMI. Verificaram que, pelo menos para os detentores de dólares americanos, o dólar teria sido mais estável. Acontece o mesmo para os detentores da rupia indiana e de outras moedas. (Claro que, se o leitor vive num país como a Venezuela, a Libra pode ser para si uma dádiva de Deus, se consegue descobrir como conseguir algumas Libras.)

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Então, se a Libra não me vai pagar juros e não há nela uma grande reserva de suporte, qual é a minha motivação para “investir”?

Agora, se a MasterCard me der um cartão para que utilize a Libra para as minhas transações quando for à Europa e se isto me trouxer menos fricção do que eu estou a ter agora quando pago com os meus cartões de crédito, então é uma questão para pensar. Isso é algo que acontece atrás da cortina. E se algumas crianças muito espertas vierem rapidamente a descobrir que o cartão Libra MasterCard é realmente um bom negócio e o escreverem no Twitter, então irei ler o que me dizem.

Se isso funcionar, isto é uma forma de retorno do dinheiro que o leitor terá posto na Libra. Mas esse “juro”, qualquer que seja o seu valor, também pode ser um problema… e não apenas para Libra.


Para fora dos colchões

As empresas envolvidas na Libra não estão a arriscar o seu capital e o prestígio das suas marcas porque esperam um pequeno sucesso. Elas querem que isso funcione, e que funcione bem. Mas se isso acontecer, a sua própria dimensão começará a ter um efeito sistémico.

Considere o processo. Atualmente, há muitíssimo dinheiro a circular em forma de papel, Bitcoin e outros canais abaixo do radar. Quanto ao volume de dinheiro em ação isso não está claro – com certeza, muitos milhares de dólares/euros/etc., e possivelmente milhões de milhões. Economicamente, é como se o dinheiro estivesse a encher colchões. Os bancos não o podem emprestar porque não o têm em depósito.

Agora imagine que a Libra atrai com sucesso parte desse dinheiro. Escolha um número – US$ 500 mil milhões é um bom palpite como qualquer outro. Qualquer coisa menos provavelmente dececionaria Zuckerberg e os amigos. O que acontece com esses $500 mil milhões (em várias moedas) que deixaram de estar a encher colchões? Ele irá para a Reserva Libra e será utilizado para comprar ativos de baixo risco, como obrigações do governo.

(Agora, há uma pergunta em separado sobre se a Libra pode fazer isso sem um cartão bancário, o que certamente complicaria a sua vida. Mas deixe isso de lado, por agora)

O que acontece com as taxas de juros de curto prazo se uma grande quantidade de capital novo decidir que quer comprar? Resposta imediata: as taxas caem.

Onde estão, neste momento, as taxas dos títulos públicos no Japão e em grande parte da Europa? Resposta: já abaixo de zero. De facto, existem hoje US$ 13,7 milhões de milhões de títulos de dívida pública a pagar juros negativos.

Onde estão, neste momento, as taxas de títulos públicos nos EUA? Resposta: ainda não é zero, mas vão nessa direção.

A oferta de ativos líquidos seguros que possam servir como parte “estável” da liquidez da Libra é limitada. Se a Libra, ou algo parecido, atrair com sucesso dinheiro que antes era dinheiro clandestino para o sistema bancário, as taxas de curto prazo cairão ainda mais para baixo do que já estão. Este é um problema para os bancos, que na Europa já estão sobre gelo fino. É também outra razão para pensar que a política das taxas de juro negativa (NIRP em inglês) acabará por chegar às costas americanas.

Isso pode explicar porque é que os bancos não têm interesse em apoiar a Libra. Para eles, toda a ideia é tóxica. Eles podem adorar ter mais depósitos, mas não a qualquer custo, e este seria muito alto.

Isso também poderia explicar o sentimento de indignação imediato dos dirigentes dos dois grandes partidos americanos. Eles não gostam do Facebook em primeiro lugar. As autoridades bancárias politicamente influentes provavelmente deram a conhecer o seu descontentamento face à ideia da Libra. Daí a crítica feroz.

E não será perdido para os reguladores e governos que veem as moedas blochchain a ameaçarem as suas receitas de “senhoriagem”. A moeda Bitcoin, como o ouro, é um pequeno erro de arredondamento no grande esquema de senhoriagem. Libra, ou algo parecido, pode tonar-se um erro grande, muito grande, e suficientemente grande para ser sublinhado.

Devo notar-se que os executivos do Facebook não fizeram um trabalho muito credível quando responderam a todas as perguntas nas audiências da última semana no Senado e na Câmara. Eles geraram mais perguntas do que respostas. Se eu entendi corretamente o que li, o ponto mais interessante foi que eles esperavam que a Suíça regulasse de alguma forma a Libra, mas na verdade não conversaram com os reguladores suíços. E da última vez que olhei para as taxas de juro, a Suíça tem taxas de juros negativas. Isso tem toda a aparência de “movimentar-se rapidamente e partir a louça.”.

Dito isto, também é possível que os governos emitam novas dívidas suficientes para sustentar este capital recém-libertado. Estes não têm qualquer problema em aumentar a despesa pública. O acordo orçamental da semana passada em Washington pode ter evitado a paralisação da Administração Pública americana, mas foi à custa de défices contínuos de milhões de milhões de dólares, e esse é o caso otimista. Todas as apostas são anuladas se a recessão ocorrer.


Barreiras

Então, a Libra tem uma linha dura para escavar. Vamos ver como vai ser. Mas a questão central permanece: As moedas fiduciárias também não estão a funcionar muito bem. O que é que funcionaria melhor?

Continuo a achar que uma criptomoeda bem concebida e bem regulada, colateralizada em matérias-primas cotadas em bolsa, é a melhor opção. Mas só pode funcionar se os governos permitirem. Eles não precisam proibir as moedas alternativas; os governos têm muitas maneiras de as tornar impraticáveis.

Por exemplo, nos EUA, o IRS considera o Bitcoin um “investimento”. Qualquer mudança no seu valor entre o tempo que o leitor o adquira e o tempo em que o gasta, é um ganho ou perda de capital. Registar a variação do “investimento” por cada chávena de café seria uma enormíssima tarefa. A Libra provavelmente enfrentará o mesmo problema.

E por falar em impostos, o IRS só aceita dólares. O leitor deve tê-los em quantidade suficiente para pagar os seus impostos. Da mesma forma, o governo paga aos seus milhões de trabalhadores e empreiteiros em dólares. O mesmo quanto às despesas e receitas da Segurança Social, assim como com outros benefícios. Uma parte enorme da economia não vai usar nenhum dinheiro alternativo como a Libra. Isto limitará ainda mais seu crescimento.

Essas barreiras cairão eventualmente, mas não será amanhã. Acho que veremos muita experimentação na próxima década. O dinheiro novo está a chegar. Simplesmente não sabemos o que será.


Tirar as luvas

Dito isto, não apostaria na ideia de que a Libra não irá conseguir implantar-se. Enquanto eu e você, gentil leitor, podemos ser um pouco céticos em relação à nossa privacidade nas mãos do Facebook, centenas de milhões, se não de milhares de milhões de milenais, nem sequer pensarão nisso.

E quanto aos maiores bancos que têm trabalhado sobre uma criptomoeda blockchain? Muitos estão a fazer isso.

O Facebook acabou de disparar o primeiro tiro. E eles estão a conceder aos bancos a cortesia de fazer primeiramente aprovar a luva da regulação. Isso dará ao Facebook uma vantagem de antecipação? Difícil dizê-lo. Lembra-se de MySpace? Nem todos os pioneiros são criados iguais.

Isso irá acontecer? Eu absolutamente acredito que isso vai acontecer. Faz uma grande diferença para o leitor e para mim saber qual ou quais dos grandes jogadores atuais (esperam-se muitos) serão os eventuais vencedores? Nem por isso. Tudo o que queremos é menos fricção ou menos custos de transação. Quanto mais cedo melhor.

Aqui estão alguns links para aqueles que querem aprofundar um pouco mais esta problemática. Os dois últimos são especialmente estimulantes.

 

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