CARTA DE BRAGA – “Entreguem o sr. trump ao TPI” por António Oliveira

Tem direito ao ‘sr’ porque estou bem-disposto, por não me apetecer dizer asneiras nem repetir algum dos muitos nomes que já lhe chamaram.

Os jornais do passado dia 14 do mês passado, principalmente lá de fora, adiantavam ‘a crise climática prejudicará por toda a vida, a saúde das crianças nascidas hoje’.

E já agora, também podem apresentar queixa contra o sr. xi jinping, presidente da China e contra o sr. ram nath kovind, presidente da Índia, os campeões da poluição que nos impõe uma saúde só a contento dos CEO’s dos bancos, das indústrias do petróleo, das químicas e das que ainda usam o carvão para encher os bolsos à nossa custa.

Mas não posso nem devo esquecer os CEO’s dos seguros de saúde, beneficiários também neste caso, directos ou por tabela, de todos os malefícios defendidos, autenticados e garantidos pelos primeiros.

E apesar daquele ‘pero en la justicia no creo un carajo’ dito pelo antigo presidente do Uruguai, José ‘Pepe’ Mujica, poderiam incluir na mesma queixa o sr. bolsonaro, presidente do Brasil, mais todos os trumps de pacotilha que, com as suas ordinarices e diatribes, se estão a meter na vida toda de gente decente.

O enorme perigo da crise climática para as gerações futuras, foi divulgado por um estudo que defende a revisão urgente dos Acordos de Paris para limitar o aquecimento global.

Mais de uma centena de cientistas procedentes de instituições de todo o mundo, inclusivamente da Organização Mundial da Saúde e do Banco Mundial, alertam para o facto de as crianças serem as mais afectadas pelos surtos de doenças, inevitáveis e infecciosas, até porque ‘os danos na saúde durante a primeira infância são persistentes e generalizados e as repercussões sanitárias duram a vida toda’.

Estamos em plena Cimeira de Madrid, a discutir as questões climáticas, mas o sr trump já tirou os states dos acordos sobre o clima, mesmo sabendo que estas cimeiras servem para muito pouco ou quase nada, por não haver nenhum mecanismo vinculativo que possa castigar os infractores.

Vão continuar-se a ouvir bonitas palavras dos políticos ‘a mando’ dos tais CEO’s, que prosseguem nos subsídios às indústrias contaminantes e ‘tudo como dantes, quartel-general em Abrantes’.

É uma pena sermos obrigados a concordar com outro uruguaio ilustre, Eduardo Galeano, que foi jornalista e escritor e deixou escrito um dia ‘a ninguém incomoda muito que, ao fim e ao cabo, a política seja democrática, desde que a economia não o seja’.

Alguém falou em democracia?

António M. Oliveira

Não respeito as normas que o Acordo Ortográfico me quer impor

 

 

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