CARTA DE BRAGA – “não fui «covidado»!” por António Oliveira

Por isso decidi ficar em casa hoje e ainda não sei se amanhã!

Além do mais, hoje é sexta feira e dia 13, razão pela qual prefiro não andar a praticar aqueles ‘pornográficos’ toques de cotovelo e com os mais radicais, toques de sapatos, até porque podia tocar em alguma sapatilha, o que não faria bem aos meus.

Trocas de géneros não consentidos (‘não é não!’) mesmo nos calcantes, poderão pôr em causa o seu estado e não quero dar origem a qualquer sintoma de menor valia tanto para mim como para o meu eventual confinante!

Amanhã é sábado, passou mais um dia, é dia de ir às compras mas, a ver pelo vazio das prateleiras dos supermercados cá no burgo (vi nas fotos que a net difundiu), se calhar espero pela semana que aí vem!

E não quero ser ‘covidado’ até porque o nome não me agrada, nem sequer me ‘covida’ para me assumir ou eu o assumir a ele.

E, mesmo sem ser para aqui chamado, por não lhe poder chegar aos calcanhares, quanto mais ao cotovelo, deixo aqui uma curta sentença de Cioran ‘Só quem se coloca à margem de tudo, quem não faz o mesmo que os outros, conserva a faculdade de compreender realmente’.

É uma crítica duríssima da multidão (até da que aproveitou a ‘borla’ para entulhar a praia de Carcavelos), porque quando se está lá dentro e não se vê nada, impõe-se uma retirada para se poder voltar a ver.

António M. Oliveira

Não respeito as normas que o Acordo Ortográfico me quer impor

 

 
 

2 Comments

  1. Obrigada, amigo, pela tua carta…Hoje, dia habitual de de tachos e avental, até tenho tempo de vir ao computador,,,A tua carta, com humor sadio e dose de ironia( que é tão tua..), foi uma lufada fresca no nosso dia pardacento…Obrigada….Também vamos ver os 10 museus…:) Um beijo para vós…CL

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