JOSÉ VIALE MOUTINHO VENCE PRÉMIO D. DINIZ

 

O escritor José Viale Moutinho venceu a edição 2021 do Prémio D. Diniz, atribuído pela Fundação Casa de Mateus, com a obra ” Os Cimentos da Noite”, anunciou hoje a instituição localizada em Vila Real. Viale Moutinho acaba de vencer também o prémio especial 2021  do  aRi[t]mar. O prémio galego foi conhecido no fim de semana e destaca o seu papel como “impulsor do continuo lingüístico e cultural que representa a lusofonía e como verdadeiro embaixador da Galiza en Portugal e de Portugal na Galiza”

A obra “Os Cimentos da noite” foi publicada pelas Edições Afrontamento, em junho 2020.  Em comunicado, a Fundação da Casa de Mateus revelou que a escolha de José Viale Moutinho resultou de “deliberação unânime” do júri presidido por Nuno Júdice, de que fizeram também parte Fernando Pinto do Amaral e Pedro Mexia.

Instituído em 1980 pela Fundação Casa de Mateus, em Vila Real, o galardão é atribuído a uma obra literária – de poesia, ensaio ou ficção – publicada no ano anterior ao da atribuição do prémio.

“`Os Cimentos da Noite“ é uma antologia de quase meia década da intensa produção poética de Viale Moutinho, também ficcionista. Uma poesia interrogativa, elegíaca e sarcástica, que se interessa, nos mais diversos registos, pelas memórias indeléveis, as ironias quotidianas e os males da pátria”, afirmou Pedro Mexia, citado no comunicado da Casa de Mateus.

Natural do Funchal, José Viale Moutinho nasceu no Funchal, em 1945,  tem realizado investigações sobre a vida e a obra de alguns escritores portugueses do século XIX, recuperando epistolografia e textos inéditos ou esquecidos de Camilo Castelo Branco, Trindade Coelho, António Nobre e Joaquim de Araújo, entre outros.

O seu trabalho também incide sobre a Guerra Civil de Espanha (1936-1939), guerrilheiros espanhóis antifranquistas atuando em Espanha e na resistência Francesa (`maquis`), bem como sobre a deportação de antigos combatentes da II República Espanhola em Mauthausen e Dachau.

Participou no movimento português da Poesia Experimental e em exposições de Arte Postal e traduziu romances, ensaios e peças de teatro, estas para companhias profissionais que as representaram.

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