FRATERNIZAR – IGREJA OU HUMANIDADE? O Sínodo dos bispos em 2023 – por MÁRIO DE OLIVEIRA

A igreja católica imperial de Roma, sucessora do Império de Constantino – quando falamos dela, convém nunca esquecermos que esta é a sua marca de origem – está, desde já, freneticamente a trabalhar na preparação do próximo Sínodo dos Bispos que culminará em 2023. Porque o papa jesuíta, o poder monárquico absoluto e infalível, decidiu que, desta vez, o Sínodo, com o tema, ‘Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão’, deveria decorrer em três fases complementares, diocesana, continental e universal.

Os trabalhos já começaram este mês de outubro 2021 em cada diocese católica do mundo e prolongam-se até outubro 2023. O propósito, no dizer do papa jesuíta, é dar voz e vez ‘a todo o povo de Deus’. Um propósito muito sugestivo, mas absolutamente impossível de concretizar, no actual modelo de igreja piramidal e clerical, onde a igreja é apenas e só o papa que, por sua vez, delega o seu poder nos bispos residenciais nomeados por ele que, por sua vez, o delegam também nos párocos escolhidos por eles. Os chamados ‘fiéis leigos’ – as mulheres nem são referidas – são apenas isso, fiéis leigos. Sem voz, sem vez e sem voto deliberativo nas diferentes matérias, também nas deste Sínodo.

Aliás – queira ou não queira o papa jesuíta – sabemos hoje por Jesus histórico, graças ao meu Livro 52, Povo Deus são todos os Povos das nações, uma vez que para Deus que nunca ninguém viu não há Igreja, de um lado e Humanidade, de outro lado e, para cúmulo, acima da Humanidade. O que existe é a Humanidade, na multiplicidade de Povos, todos diferentes, todos iguais, ao modo arco-íris. Nenhuma igreja segregada e acima da Humanidade é criação de Deus, o de Jesus histórico. DEle, é a Humanidade já misteriosamente presente em semente no Big-Bang, ocorrido há 13.000 e 700 milhões de anos.

A iniciativa (só) aparentemente arrojada do papa jesuíta é, porventura, a maior encenação deste seu pontificado. E só possível, porque, pela primeira vez, na história do papado há um papa jesuíta. Quer isto dizer que o jesuíta argentino, Jorge Mário Bergóglio, para lá dos demenciais três votos que as freiras e os frades são levados a fazer – pobreza, obediência, castidade – ainda fez um quarto voto mais demencial do que os outros três, concretamente, o voto de incondicional obediência ao papa de turno, neste momento, o papa Francisco. Nunca, pois, o Papado foi tão longe em encenação e em alienação.

Basta vermos que até finais de 2023 quantas, quantos ainda aceitam fazer parte desta seita universal ou católica quase não farão mais nada do que ocupar-se com o Sínodo, cuja temática, de tão eclesiástica, não tem o mínimo interesse para a Humanidade, na sua variedade de povos e nações. Melhor fora, por isso, que esta seita universal ou católica fosse lançada fora e pisada pelos seres humanos, como Jesus histórico diz que se faz ao sal, quando ele, em vez de impedir a corrupção, no caso, a da sociedade, não só a não impede como é até o principal causador dela, ainda que o faça deste modo hábil e sensacionalista em que o papa jesuíta e sua Cúria são super-peritos.

Bem podem as vítimas da pedofilia dos clérigos franceses bradar aos céus; bem pode a pobreza e os pobres continuarem a crescer em massa e de forma científica em toda a terra; bem pode a lava do vulcão nas Canárias arrasar tudo o que é casa na ilha; bem podem os muçulmanos continuar a matar-se uns aos outros, por causa do ocorrido recentemente no Afeganistão; bem podem as alterações climáticas continuar a gritar-nos que mudamos radicalmente de estilo de vida, ou desaparecemos e que a Terra, de organismo vivo que é, passa a planetário crematório sem vida-consciência – que, até finais de 2023, nada disso distrai da sua rota o papa jesuíta e sua igreja católica imperial romana.

Felizmente, somos já, neste início do terceiro milénio, uma Humanidade pós-religiões e pós-igrejas cristãs. Ainda não somos outros Jesus, agora, terceiro milénio, mas basta que em cada aldeia, vila e cidade do planeta Terra haja dois ou três (re)unidos em seu nome e em sua memória, para continuarmos a garantir Amanhã ao nosso Hoje. É para nos estimular a sermos assim, que escrevi e acabo de editar o meu Livro 52, ‘Do mítico Cristo-da-fé ao Jesus histórico, Os 4 Evangelhos em 5 Volumes finalmente desencriptados’, Seda Publicações. Peçam-no ao Autor (968 078 122), ou à Editora (wwweditoraseda.pt ou Gugol.pt). Ninguém perca a Luz que este Livro é.

 

www.jornalfraternizar.pt

 

TÍTULOS DOS TEMAS DESTA SEMANA NAS OUTRAS PASTAS:

 

1 Poema de cada vez

CANTIGA DO FOGO E DA GUERRA

José Mário Branco

Destaque

Ruby Russell

COMO SERÁ O MUNDO SE METAS CLIMÁTICAS NÃO FOREM ALCANÇADAS?

Documentos + extensos

Ezio Mauro

A ÚLTIMA AULA DO PROFESSOR NORBERTO BOBBIO


Entrevistas

Com Rutger Bregman

‘A ESPERANÇA NÃO ESTÁ NA INEVITABILIDADE DA MUDANÇA, MAS EM SUA POSSIBILIDADE’

 

Outros TEXTOS de interesse

Edelberto Behs /IHU

MEXERAM NO DÍZIMO DA UNIVERSAL EM BRASÍLIA


TEXTOS de A. Pedro Ribeiro

A DESTRUIÇÃO DA VIDA

TEXTOS Frei Betto, Teólogo

AGENDA POLÍTICA PARA 2022

TEXTOS de L. Boff, Teólogo

O GRANDE PLAYER EXCLUIDO NA COP26

 

 

 

Leave a Reply