Pode ser que sim, Hélder, pode ser que seja uma grande derrota, a grande derrota, como dizes. É, com certeza.
Por isto e por aquilo e estão a ver e os americanos e os maricas e os idiotas dos europeus e isto e aquilo e porque torna e porque deixa e porque fez e não devia e porque não devia e fez. E porque etc.
Mas a grande derrota é a dor. A dor da insistência em conflitos velhacos, sórdidos, de uma frieza e crueldade que já não se supunha desde os nazis – os autênticos, os da Bayer, os da História, não sei se alguém se lembra.
Não são só os erros do passado, as sacanices de sempre e dos americanos, a Europa mal unida, seguidista e não autónoma, os seus governantes, os banqueiros e outros crápulas a sugerirem e a predisporem esta violência sem nome – algo a que não estávamos já manifestamente habituados. Ou apenas ouvíamos falar…
Não. Trata-se do acto de uma sinistra e inteligente personagem & sequazes, que certamente há muito tempo esfregaria as mãos de contente com a estupidez europeia e a imbecilidade e cupidez norte-americanas e que também já há muito tempo – apanhando-nos a todos (experts, comentadores, think tanks, opinadores, serviços de espionagem, incluídos) – de surpresa, se estava a preparar para esta carnificina.
Ou acham que foi de repente, numa manhã de mau acordar?
Proponho que todos estes experts tentem explicar tudo, todas as causas e razões aos cerca dos 40.000.000 habitantes do país em questão – que certamente na sua ignorância ainda não perceberam o porquê do que se passa – em vez de trocarem impressões e opiniões entre si, no intervalo dos bombardeamentos e morte de civis, o que a eles, habitantes, parece não interessar muito de momento.
Ou então vão-se todos lixar (optativo).
Pode ser que sim, Hélder, pode ser que seja uma grande derrota, a grande derrota, como dizes. É, com certeza.
Por isto e por aquilo e estão a ver e os americanos e os maricas e os idiotas dos europeus e isto e aquilo e porque torna e porque deixa e porque fez e não devia e porque não devia e fez. E porque etc.
Mas a grande derrota é a dor. A dor da insistência em conflitos velhacos, sórdidos, de uma frieza e crueldade que já não se supunha desde os nazis – os autênticos, os da Bayer, os da História, não sei se alguém se lembra.
Não são só os erros do passado, as sacanices de sempre e dos americanos, a Europa mal unida, seguidista e não autónoma, os seus governantes, os banqueiros e outros crápulas a sugerirem e a predisporem esta violência sem nome – algo a que não estávamos já manifestamente habituados. Ou apenas ouvíamos falar…
Não. Trata-se do acto de uma sinistra e inteligente personagem & sequazes, que certamente há muito tempo esfregaria as mãos de contente com a estupidez europeia e a imbecilidade e cupidez norte-americanas e que também já há muito tempo – apanhando-nos a todos (experts, comentadores, think tanks, opinadores, serviços de espionagem, incluídos) – de surpresa, se estava a preparar para esta carnificina.
Ou acham que foi de repente, numa manhã de mau acordar?
Proponho que todos estes experts tentem explicar tudo, todas as causas e razões aos cerca dos 40.000.000 habitantes do país em questão – que certamente na sua ignorância ainda não perceberam o porquê do que se passa – em vez de trocarem impressões e opiniões entre si, no intervalo dos bombardeamentos e morte de civis, o que a eles, habitantes, parece não interessar muito de momento.
Ou então vão-se todos lixar (optativo).
Carlos Reis