TEATRO NACIONAL DE SÃO JOÃO – “A ÚLTIMA GRAVAÇÃO DE KRAPP”, de SAMUEL BECKETT, com encenação de NUNO CARINHAS – 13 a 23 de ABRIL – qua+qui+sab às 19.00; sex às 21.00; dom às 16.00 – no TEATRO CARLOS ALBERTO, Rua das OLIVEIRAS, 43, PORTO

 


Krapp está na cabeça de Krapp que está na cabeça de Krapp. Recorre a um gravador de bobines para resgatar, a cada aniversário, “o que esquecer não se pode”. Liga, desliga e volta a ligar; rebobina ou faz avançar a fita, insistindo em algumas passagens e elidindo outras. A memória opera por descontinuidades, contém falhas impossíveis de colmatar. Em A Última Gravação de Krapp, a voz gravada confunde-se com a vida, ou a vida não é mais do que a escuta que a voz faz de si mesma? Nuno Carinhas regressa àquela que é, nas suas palavras, “provavelmente a peça mais nostálgica, melancólica e lírica de Samuel Beckett”. Em Uma Noite no Futuro, espetáculo que encenou no Teatro Nacional São João em 2018, Krapp dividia o palco com personagens de Velha Toada (adaptação de Beckett de La Manivelle, de Robert Pinget) e do vicentino Auto da Fé. Mas agora Krapp está sozinho em casa. “Passa da meia-noite. Nunca nada foi tão silencioso. Como se a terra fosse desabitada. Termino aqui esta gravação. Caixa três, bobine cinco.”

 

tradução

Francisco Luís Parreira 

cenografia e figurino

Nuno Carinhas 

desenho de luz

Nuno Meira 

desenho de som

Francisco Leal 

assistência de encenação

João Castro 

coprodução

Centro Cultural de Belém 

Teatro Nacional São João 

dur. aprox. 1:00 
M/12 anos 

Conversa com o Rui | 16 Abr 

 

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