Há economistas que têm alertado para que, num regime caracterizado por expansão desproporcional de setores com baixa produtividade e baixos salários e pela expansão do capital rentista, o crescimento do emprego diz pouco sobre bem-estar e desenvolvimento.
Na verdade, podemos ter um padrão de crescimento associado a um regime de desigualdade cada vez maior baseado na posse/não posse de propriedade à partida e uma geração de jovens que terá mais dificuldade em ter uma vida autónoma com patamares de condignidade do que a geração do que a precedeu.
Dizem que somos pessimistas e radicais. Parece que a realidade também.
E, escusado será dizer, a culpa não é do “socialismo”, como algumas almas destituídas de pensamento e domínio de conceitos básicos sugerem. A culpa é de um modelo económico esgotado, que é partilhado da extrema-direita ao centro-esquerda: internacionalização da economia portuguesa a partir dos serviços e da propriedade e, entretanto, esperar que chovam ganhos de produtividade da geek economy e dos unicórnios. Tudo coroado com uma integração europeia num modelo esgotado e cheio de disfuncionalidades. Surpresa, surpresa: não está a acontecer.
Alguns exemplos de alertas para este problema da pena deste vosso escriba (para não dizerem que não falei de flores):
Se a Comunicação Social tivesse a Coragem de lançar um inquérito aos militantes do Partido do Sr. António Costa, estou plenamente convicto que se iria concluir que a grande maioria daqueles militantes NÃO SABE o que é o SOCIALISMO que dá o nome ao Partido onde militam.
Talvez até julguem ser qualquer coisa que se beba.
Se a Comunicação Social tivesse a Coragem de lançar um inquérito aos militantes do Partido do Sr. António Costa, estou plenamente convicto que se iria concluir que a grande maioria daqueles militantes NÃO SABE o que é o SOCIALISMO que dá o nome ao Partido onde militam.
Talvez até julguem ser qualquer coisa que se beba.
Curto e claro: a realidade.