
IMIGRAÇÃO

A imigração, em especial a de refugiados e a de trabalhadores não diferenciados, para Portugal, tem estado na ordem do dia. Não porque o ex-governo e seus trabalhadores governantes lá a coloquem, mas, na verdade porque o não fazem.
Parece que escondem as acções tomadas, que é secreto o que dão e como dão, tudo parecendo ser feito no segredo dos deuses, sem que se publicite o que se dá, como e a quem, que alguma coisa nas suas atitudes e opções está errada, ou que as políticas que lhes determinam os procedimentos não sejam as que, na verdade, estão mandatados para implementar.
Entretanto os parlamentares que nos representam, com a excepção de uns poucos, todos da mesma cor, calam, consentindo por omissão o que se passa, ou falam, aceitando o que os governantes fazem, sem que com isso digam textualmente o que admitem. De um lado falam devagar e em surdina, apoiando, do outro abstêm-se de se manifestar, implicitamente apoiando também, e do outro, uns poucos, falam alto e bom som, chamando à discussão os assuntos de que ninguém quer falar, de um modo agressivamente populista, mas certeiro nos seus objectivos. E tem sido “chover no molhado” na nossa Assembleia, que não nos ouvidos de quem, a seguir, vai votar para eleger novas gentes, ou antigas.
Não sei qual a política de imigração do nosso país, se é que a tem.
Não sei a que a “Europa” nos obriga nas questões dos refugiados. Não nos dizem claramente, preto no branco.
Não sei a que a consciência dos mandantes os obriga, ao compararem o que dão aos desventurados dos imigrantes, com o que concedem aos nossos habitantes mais carecidos.
Não sei se os imigrantes que chegam e recebem subsídios, de muitas qualidades e natureza, são controlados devidamente, indo, por exemplo ao local onde vivem, para verificar se lá estão, se vivem condignamente ou se necessitam de algum outro apoio.
Não sei se há alguma lei ou determinação governamental ou outra, que obrigue a que os imigrantes tenham de ter aulas de português para adultos, e as crianças sejam obrigadas a frequentar escolas portuguesas, sem as quais não poderão vir a receber os benefícios que vão auferindo.
Não sei se os departamentos que atribuem estes auxílios, verificam se esses contributos ou subvenções chegam, faltam ou se são demasiados, dadas as circunstâncias de cada uma das pessoas ou agregados familiares.
Não sei se os imigrantes que cá chegam e recebem alojamento, dinheiro, comida, ou o que seja, estão a impedir que cidadãos portugueses, tão carenciados quanto eles, os recebam.
Não sei se, havendo tanto trabalho indiferenciado para fazer, e tanta falta de trabalhadores para os executar em todo o território nacional; como por exemplo em limpeza de matas, como cantoneiros em limpezas de ruas e estradas e outros espaços públicos, ou guarda-rios, ou na prevenção de fogos ou como pastores; se a esses imigrantes lhes é dada a opção desses trabalhos a troco do que recebem do erário público, ou se os amontoam em situações, em muitos casos degradantes, sem nada fazerem ou serem obrigados a fazer, criando situações de degradação, letargia, sedentarismo, abuso, escravidão, etc.
E, porque não sei destas e de outras coisas sobre o que se passa com a imigração em Portugal, e estou em crer que muito boa gente também não sabe, conviria que estes assuntos também fossem debatidos nesta campanha eleitoral em que estamos.


Caro Fernando Magalhães,
Não sabe e duvido que alguém saiba.
Os próprios governantes e legisladores não devem saber o que andam a fazer.
“Vira o disco e toca o mesmo”.
Dificilmente isto vai mudar.
Abraço,
Amiel Bragança
Realmente, Amiel Bragança, isto pouco tem de edificante. E, apesar de irmos às urnas daqui a menos de dois meses, não se afigura provável que algo mude.
Abraço
Excelentes perguntas! Infelizmente, não sei as respostas!