SINAIS DE FOGO – JOSÉ MAGRO (1920-1980) – 21 ANOS NAS PRISÕES FASCISTAS – por Soares Novais

 

Imagem: Antifascistas da Resistência

 

 


1)”O IV Congresso (II Ilegal) do PCP realiza-se em Julho de 1946, num momento de grande ascenso das lutas da classe operária e das massas trabalhadoras, de grandes progressos no desenvolvimento das organizações e lutas unitárias. A organização do Partido cresce rapidamente. No período decorrido entre o III e o IV Congresso (menos de três anos), o número de militantes comunistas aumentou seis vezes, e o número de organizações locais cinco vezes. Aumentou o número de organizações de empresas.  A tiragem do Avante! quadruplicou. No IV Congresso, o PCP define as linhas fundamentais da via para o derrubamento do fascismo. Dá expressão política à rica experiência das lutas deste período e faz uma análise consequente da situação política nacional. Aponta o levantamento da nação portuguesa contra a ditadura fascista como o caminho a seguir para a defesa dos interesses nacionais. Com este Congresso o PCP reafirma a sua política de unidade nacional antifascista. No IV Congresso o Partido define também os princípios orgânicos do centralismo democrático, que orientam a sua organização e estão na base dos seus Estatutos”. (Fonte: Breve História dos Congressos da página do PCP na internet);

(2) Movimento de Unidade Nacional Antifascista (MUNAF) foi uma organização política clandestina de oposição ao Estado Novo formada em Dezembro de 1943. Fundado num momento de viragem na Segunda Guerra Mundial a favor dos aliados e contra o nazismo e o fascismo, no MUNAF estavam representados, entre outros, o Partido Republicano Português, a União Socialista, o Partido Comunista Português, a Maçonaria, o grupo da Seara Nova, católicos, monárquicos e anarquistas. O Conselho Nacional era presidido pelo general Norton de Matos. A Comissão Política  integrava, entre outros, Barbosa de Magalhães e Bento de Jesus Caraça. A Comissão Executiva incluiu, entre outras personalidades, Fernando Piteira Santos, José Magalhães Godinho, Jacinto Simões e Moreira de Campos.

(3) Arlindo Augusto Pires Vicente (1906-1977) foi um advogado e pintor português. Personalidade multifacetada, militante antifascista e declarado opositor ao Regime do Estado Novo, Arlindo Vicente destacou-se no panorama político e cultural português entre as décadas de 1930 e 1950. Pertence à segunda geração de pintores modernistas portugueses.

Fontes consultadas:

Antifascistas da Resistência, de Helena Pato;

“A Voz das Camaradas”, de Maria Manuela Cruzeiro, em

https://caminhosdamemoria.wordpress.com/20;

Wikipedia.

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