VIM – VIDA INDEPENDENTE EM MARCHA – AMANHÃ, 5 de MAIO, DIA EUROPEU DA VIDA INDEPENDENTE – PELOS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA – CONCENTRAÇÕES E MARCHAS – (ver abaixo)

 

No dia 5 de maio, Dia Europeu da Vida Independente, seremos muitas, muitos e muites na luta por um país livre e anticapacitista. A invisibilidade já não nos serve! Não aceitamos menos do que aquilo a que temos direito.

A poucos dias dos 50 anos do 25 de abril, celebramos os direitos já conquistados, e que não queremos perder, e lembramos o que ainda não está garantido para ter uma vida independente.
Recordamos, também, que, em dezembro do ano transato, a portaria que saiu para regulamentar a assistência pessoal, enquanto resposta social, deixa milhares de pessoas com deficiência de fora. Ainda não é um direito garantido! Não admitimos!
Por isso, divulgamos hoje o manifesto da Marcha pela Vida Independente 2024. Podem aceder à versão completa no link disponível nos comentários. 👇🏻
Porque exigimos assumir o total controlo das nossas vidas, a luta de Abril estende-se para Maio… Junta-te às marchas, que estarão pelo país fora (locais a divulgar brevemente).

NADA SOBRE NÓS SEM NÓS ✊🏻

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Subscrição do Manifesto da Vida Independente em Marcha 2024

MARCHA PELA VIDA INDEPENDENTE 2024

 
Se queres apoiar as marchas e concentrações organizadas pelo Coletivo VIM — Vida Independente em Marcha, para o próximo dia 5 de maio, no âmbito do Dia Europeu da Vida Independente, assina o nosso manifesto!

PONTOS DE ENCONTRO

Marchas (15h30):

  • Vila Real: Av. 5 de Outubro (junto à estação)
  • Braga: Arco da Porta Nova
  • Guimarães: Largo do Toural
  • Porto: Câmara Municipal do Porto
  • Lisboa: Teatro Tivoli (Av. da Liberdade)
  • Faro: Escola Secundária João de Deus (Antigo Liceu)
Concentrações
  • Coimbra: Praça 8 de maio (15h30)
  • São Miguel (Açores): Ponta Delgada — Portas da cidade (10h)
MANIFESTO

Vida Independente tem de ser para toda a gente

        Estamos em 2024 e celebram-se os 50 anos do 25 de Abril. A liberdade trouxe-nos a oportunidade de nos manifestarmos, reivindicarmos mais e melhores condições de vida e exigirmos uma vida digna e autodeterminada.
        Apesar de algumas melhorias, mantém-se uma lentidão inexplicável na implementação de políticas que tenham real impacto na concretização da nossa inclusão, nos mais variados domínios que a vida pode e deve assumir.
A atual situação política em Portugal é preocupante, uma vez que não há sinais claros de se inverter o paradigma assistencialista no sentido da desinstitucionalização e de aposta na vida independente, políticas totalmente ausentes do Programa do Governo, recentemente aprovado.
Às medidas assistencialistas e institucionalizadoras, afirmamos veementemente NÃO!
Não aceitamos que, por alegada insuficiência orçamental e falta de alternativas do Estado Português, continuemos a viver em instituições contra a nossa vontade.
Não aceitamos estar aprisionados por força das barreiras atitudinais, linguísticas e físicas que a sociedade nos impõe e insiste em ignorar.
Não aceitamos continuar invisíveis e impedidos de participar ativamente na vida em comunidade.
Somos um coletivo diverso e plural de pessoas com deficiência e convocamos todas as pessoas e movimentos aliados, para esta luta coletiva, interseccional, firme e coesa no caminho da igualdade de direitos e na conquista de uma cidadania plena. Não aceitamos menos do que oportunidades e direitos iguais a todas as outras pessoas!
Enquanto o mundo não estiver preparado para nós, existir e resistir são conceitos indissociáveis. Porque uma vida livre, digna e autodeterminada só se cumpre quando pudermos escolher onde, como e com quem viver. Porque exigimos assumir o controlo da nossa própria vida, a luta de Abril estende-se para Maio…
NADA SOBRE NÓS SEM NÓS!
A Vida Independente só é possível garantindo:

  • Assistência pessoal

– Revisão da Portaria 415/2023, de 7 de Dezembro, para que a assistência pessoal cumpra os critérios estabelecidos na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência
– Criação e regulamentação do estatuto e carreira profissional de Assistente Pessoal, incluindo a sua remuneração
– Aumento do número de Centros de Apoio à Vida Independente

– Reforço orçamental que garanta a universalidade do acesso (continente, Açores e Madeira)

  • Informação, comunicação e acesso a atividades culturais, recreativas e desportivas

– Acesso à interpretação em língua gestual portuguesa em todos os serviços públicos
– Acesso gratuito em atividades culturais, recreativas e desportivas para acompanhante/assistente pessoal
– Universalidade no Direito de Voto – acessível, confidencial e secreto em qualquer ato eleitoral

  • Apoios sociais

– Atribuição da totalidade da componente base da Prestação Social para a Inclusão (PSI) a partir dos 60% de incapacidade, eliminando a condição de recursos.
– Cálculo do complemento da PSI considerando apenas o rendimento da pessoa destinatária

  • Habitação

– Disponibilização às pessoas com deficiência de financiamentos e recursos para adaptação/obras em habitações, quando necessário
– Criação de um contingente de habitação social e de custos controlados reservado a pessoas com deficiência

  • Acessibilidade ao espaço público e de uso público

– Fiscalização efetiva e aplicação das respetivas coimas previstas na legislação da acessibilidade
– Obrigatoriedade de existência de rubricas nos orçamentos das Entidades Públicas para a promoção da acessibilidade e elaboração de relatórios da aplicação das verbas previstas

  • Transportes

– Garantia da acessibilidade plena dos transportes públicos a nível nacional
– Eliminação da restrição do número máximo de condutores nos veículos adquiridos ao abrigo do regime de benefícios fiscais para pessoas com deficiência

  • Produtos de apoio

– Desburocratização da atribuição de produtos de apoio
– Cumprimento rigoroso dos prazos estabelecidos na lei para decisão de atribuição e pagamento dos produtos de apoio

  • Educação e formação profissional

– Garantia de uma intervenção precoce de qualidade que corresponda às efetivas necessidades das crianças e respetivas famílias
– Legislação, financiamento e criação de centros de apoio aos alunos com deficiência que assegurem a inclusão no Ensino Superior

  • Emprego

– Fiscalização da aplicação das quotas de emprego para pessoas com deficiência nas entidades públicas e privadas
– Reforma antecipada para os trabalhadores com deficiência com uma incapacidade igual ou superior a 60%

  • Autoadvocacia e autorrepresentação

– Reforço do financiamento das Organizações de pessoas com deficiência para viabilizar uma participação informada e de qualidade
– Inclusão de pessoas com deficiência em todos os órgãos de acompanhamento e decisão de políticas públicas

  • Saúde

– Criminalização da esterilização forçada de pessoas com deficiência, incluindo menores
– Implementação do direito à Assistência Sexual

– Cumprimento do direito à vida sexual e reprodutiva de mulheres e raparigas com deficiência

Estas são algumas das medidas do nosso caderno reivindicativo, a que podes ter acesso na totalidade AQUI.

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