Policrises, Desglobalização, Cooperação, para onde vamos? — A luta contra o pensamento de transição. Ou sobre o “interregno” e como lhe resistir. Por Adam Tooze

Seleção e tradução de Júlio Marques Mota

13 min de leitura

A luta contra o pensamento de transição. Ou sobre o “interregno” e como lhe resistir

 Por Adam Tooze

Publicado por  nº 325 em 9 de Outubro de 2024 (original aqui)

 

Os tropos ideológicos poderosos moldam o discurso, incluindo o nosso, quer queiramos quer não.

O pensamento de transição, as teorias históricas por etapas, a compreensão da mudança em termos de uma lógica de tensão, crise e resolução, são hábitos mentais difíceis de quebrar.

.Nos últimos dias, tenho estado profundamente preocupado com o brilhante More and More and More de Jean-Baptiste Fressoz, que exemplifica a crítica da ideologia a este respeito. É um livro a que voltarei.

Como discuti no Chartbook 298, no momento atual, a famosa frase de Gramsci sobre o interregno exerce em mim algo semelhante a uma força gravitacional:

A crise consiste precisamente no facto de o velho estar a morrer, mas o novo não poder nascer; neste interregno aparece uma grande variedade de sintomas mórbidos.

Como argumentei nessa nota e em comentários anteriores sobre a ficção financeira e o sistema do dólar, uma sensação de mal-estar e desequilíbrio gera facilmente a ideia de que isso tem de se resolver de alguma forma. A história vai dar-nos essa solução. Após um período de tensão, a dissonância resolver-se-á numa nova harmonia.

A citação de Gramsci funciona muito bem porque põe em evidência uma tensão que não se está a resolver. Mas, ao mesmo tempo, situa essa tensão num cenário dramático de parto, no qual é prometida a resolução final sob a forma do “novo”. E essa promessa é reforçada pela referência ao período atual como um interregno, ou seja, um período entre duas hegemonias distintas. É apenas uma questão de tempo até à chegada do novo regnum. Caso contrário, teríamos simplesmente de chamar a isto o fim da hegemonia.

Como hábito de pensamento, poder-se-ia chamar a isto um “dizer” discursivo. É um marcador involuntário de ansiedade associado a um pressuposto subjacente sobre uma eventual resolução.

Um momento quando que comecei a pensar sobre estes hábitos mentais surgiu em 2018 com a publicação de Crashed. Crashed é um livro cujo tema pode ser descrito como a estranha resiliência do sistema do dólar. E, no entanto, foi com esta capa que a edição alemã apareceu.

 

O objetivo do livro não era certamente que o sistema do dólar fosse esmagado, antes pelo contrário. Mas, na era de Trump, se déssemos a uma equipa de produção alemã um livro sobre a crise financeira de 2008, era isto que eles punham na capa, quer fizesse sentido ou não.

Os livros são, neste sentido, verdadeiros projetos coletivos e expressões de mais do que apenas uma intenção autoral. É esse o privilégio de os publicar. O autor já não é a única pessoa que se interessa por isso, que  importa.

Em todo o caso, talvez tenha sido essa experiência que me levou a pensar na forma como as pessoas discutem o desaparecimento supostamente inevitável do dólar como um género de ficção, ficção financeira, a ideia que expus no Chartbook 107. Se a economia é sobre narrativas, essas narrativas fazem mais do que apenas esclarecer. Até certo ponto, elas obrigam-nos.

Quando se trata de artigos, não é a capa, mas o título que está fora do nosso controlo. Outra pessoa da equipa de produção decide o que colocar no título. É aí que é mais provável ver reenquadramentos involuntários, mas “reveladores”.

No artigo desta  semana do FT, escrevi sobre a tensão existente no atual paradigma da política económica. Diagnostiquei uma incoerência entre a macroeconomia e a política industrial. Foi seguramente  um artigo sobre tensão.

É um lugar-comum o facto de que, nos últimos anos, o paradigma da globalização se desmoronou. Já não existe a presunção de uma integração global cada vez mais estreita. A política comercial está sobreaquecida. A política industrial nacional está na moda. Mas as provas de grandes mudanças no fluxo do comércio são escassas. O que substituiu o velho paradigma foi menos uma nova agenda coerente do que uma dissonância cognitiva generalizada.

No que diz respeito à macroeconomia, “plus ça change”. Os EUA têm estado a registar défices duplos – tanto no orçamento do Estado como na balança comercial. A procura dos consumidores é forte. Os mercados financeiros estão em alta. Em contrapartida, a UE e a China, com uma procura interna insuficiente, registam grandes excedentes de exportação. Estes desequilíbrios moldaram o padrão da globalização durante décadas. Há muito que os especialistas apelam ao reequilíbrio, mas são ignorados. Ainda hoje são ignorados, mas agora as tensões familiares da globalização são reinterpretadas através da lente escura da rivalidade industrial e da geopolítica.

O persistente défice comercial dos Estados Unidos há muito que levanta questões sobre a forma como será pago. Até agora, graças ao privilégio exorbitante do dólar americano e aos bons ofícios de Wall Street, o défice tem sido financiado sem problemas. A pressão da concorrência global recai fortemente sobre os sectores de bens transacionáveis dos Estados Unidos, nomeadamente a indústria transformadora. Isso não é um problema. É uma caraterística do que foi outrora um consenso de elite a favor do acesso ao mercado e da liberalização do comércio, sustentado pelos benefícios amplamente sentidos das importações baratas.

Esse consenso foi quebrado em 2016, quando Donald Trump ganhou os estados do cinturão da ferrugem (n.t.- os estados da velha industrialização). Desde então, o protecionismo populista, as promessas de reindustrialização e o apontar de dedo à China têm enquadrado a política dos EUA. A preocupação com a rivalidade entre as grandes potências vem aumentar o fogo. Quer se trate de fentanil, de veículos elétricos com software de espionagem ou de mísseis ultrassónicos que rebentam com porta-aviões, a China é um bode expiatório de espetro completo. De pouco serve dizer o óbvio: que uma fábrica de chips topo de gama aqui ou ali não vai redefinir materialmente o contrato social americano, e que qualquer pessoa séria sobre a melhoria da sorte da classe trabalhadora americana começaria pelo básico, como habitação, saúde e cuidados infantis.

A expressão “de pouco serve” pretendia sugerir a força discursiva do discurso da nova política industrial. Os meros dados e o senso comum não vão fazer o trabalho aqui, porque o senso comum mudou. O que podemos fazer neste tipo de situação é peneirar a confusão discursiva e é isso que o resto do artigo, de forma muito abreviada, faz.

Se o seu objetivo é restaurar a posição competitiva da indústria dos Estados Unidos, uma grande desvalorização do dólar faria mais do que um polvilhar de subsídios industriais,

A palavra “polvilhar” é crucial aqui. Obviamente, se tivéssemos dinheiro real para gastar em subsídios industriais, estes poderiam fazer tanto quanto uma desvalorização. E o verdadeiro problema com a conversa da desvalorização é que não é óbvio como a conceber de uma forma robusta e a longo prazo que seria necessária para mudar a estrutura económica dos EUA. E porquê? Porque a balança de pagamentos é uma coisa bem complexa.

Mas como se pode conceber uma (uma desvalorização sustentada e grande) face à procura global de ativos financeiros dos EUA é uma incógnita. Está a ser discutida a possibilidade de aplicar uma tarifa sobre as entradas de capital estrangeiro, ou seja, um imposto sobre o dólar como moeda de reserva. (uma ideia de Michael Pettis) Mas para que uma política tão radical veja a luz do dia seria necessário que os interesses dos produtores destronassem Wall Street – nada menos do que uma revolução. Entretanto, a consolidação orçamental, a solução para o problema do “défice duplo” adotada pela administração Clinton nos anos 90, está excluída por um impasse no Congresso.

Com a inflação sob controlo, a prioridade da Reserva Federal é o mercado de trabalho. Mas, como se orienta pelos dados, a Fed, em vez de procurar sonhos de reindustrialização, dá prioridade ao sector dos serviços, onde trabalham 80% dos americanos. De facto, isto significa a continuação do velho paradigma: pleno emprego e maior procura por parte dos consumidores significam mais e não menos importações.

Este último ponto parece-me importante. Metade dos cérebros da política económica pode ter migrado para o espaço da política industrial. Mas uma grande parte continua solidamente fixada na Reserva Federal. O Fed também fala do mercado de trabalho. Mas as dezenas de milhões de trabalhadores a que se dirige são uma coisa muito diferente do mercado de trabalho da administração Biden, onde o pessoal da política industrial está fixado no investimento na construção industrial, ou seja, na segunda derivada, os trabalhadores da construção civil que constroem fábricas que podem, algures no futuro, empregar centenas de milhares de trabalhadores industriais.

Depois regresso ao modo macro.

Tudo isto é previsível. Se negociarmos com uma economia chinesa que manipula a sua taxa de câmbio e regula o comércio externo, o que determina a balança comercial é o estado relativo da procura agregada dos EUA e da China. Atualmente, isso favorece as exportações chinesas para os EUA. As questões quentes do momento podem ser o dumping, o excesso de capacidade e os subsídios injustos, mas todas elas são enquadradas por parâmetros macroeconómicos.

Para não ficar atrás, a Europa juntou-se ao debate confuso. Apesar do excedente da balança comercial da UE, o relatório de Mario Draghi sobre a competitividade europeia traça um quadro muito claro em que a UE está a ficar para trás, não da China, mas dos EUA. Ironicamente, na opinião da Europa, os Estados Unidos têm vindo a desenvolver, desde há décadas, uma política industrial muito eficaz, embora não reconhecida. As despesas com o Pentágono, o laxismo anti trust, os lucros generosos das empresas, a forte I&D e o amplo financiamento de risco fazem do capitalismo americano a potência que é.

O relatório Draghi oferece uma avaliação mais realista da economia política da América do que a narrativa de vítima atualmente dominante em Washington.

Este parece-me ser um ponto importante. Tal como descrevi nos Chartbooks 317 e 318, a equipa de Draghi compilou uma descrição impressionante dos défices da Europa em comparação com os dos EUA. É uma leitura altamente recomendada para contrariar a narrativa predominante em Washington DC de que as elites liberais nas últimas décadas negligenciaram de alguma forma a prosperidade da América e não conseguiram garantir o seu futuro industrial.

Mas também na Europa, a política industrial e a macroeconomia estão desfasadas. Draghi apela a um aumento do investimento, mas os governos da UE estão fixados na consolidação orçamental, o que irá agravar o défice de crescimento.

A coerência da política económica no auge da globalização pode ser sobreavaliada. Mas a dissonância atual entre a política industrial e a política macroeconómica é nova e intensa. Constitui um anti paradigma que contribui materialmente para a incerteza que assombra a economia mundial.

Quando se escreve uma coluna que aborda muitos pontos num curto espaço, não é raro que seja mal interpretada ou instrumentalizada para iniciar outras conversas. O compromisso de ler os textos nos seus próprios termos, e não com outro objetivo, é surpreendentemente fraco.

Neste caso, as pessoas no twitter aproveitaram o artigo como uma ocasião para debater as suas políticas preferidas em relação aos EUA. A questão da desvalorização, que abordei numa frase, desencadeou uma enxurrada de tuites. Outros intervieram para debater a única frase sobre o controlo das contas de capital.

Obviamente, o meu objetivo não era avaliar os méritos de nenhuma das posições, mas chamar a atenção para a cacofonia e a dissonância do discurso político no momento atual. No domínio político, considero que se trata de uma resposta à policrise. As pessoas estão a tentar enfrentar várias direções diferentes ao mesmo tempo. E, como sugere a linha final, esta incoerência da política contribui, por sua vez, para a incerteza do momento, que não é um dado metafísico – como em tanta conversa económica sobre “incerteza radical” – mas um efeito da incoerência sócio-económica-política.

O artigo estava a tentar esboçar um retrato do momento. Então, que título recebeu? Bem, é claro:

“A velha política económica dos EUA está a morrer e a nova não pode nascer…”.

 

Tive um interregno.

Agora, a confirmar, aprecio o facto de o título ter sido aproveitado no sentido de não se tratar de uma receita política, mas de um diagnóstico dos nossos tempos. E é evidente que eu estava a salientar as tensões. Nesse sentido, faz-me lembrar a citação de Gramsci. E Gramsci dá um título rápido, que pode conseguir alguns cliques. Por isso, estou grato por esse facto.

Mas será que a minha intenção com esse artigo era sugerir que estamos a viver um interregno? Não, não era.

E será que, aqui e noutros locais, estou a insurgir-me contra esse enquadramento do nosso momento atual? Sim, estou.

Então, a sugestão do FT é que tenho o hábito de me contradizer? Não me parece que assim seja.

A questão é que isto não é pessoal. O que se passa aqui é esse estranho processo coletivo pelo qual as coisas acabam por dizer algo muito diferente daquilo que pretendemos. É a força do discurso coletivo ou da ideologia em ação.

Mas, para que fique registado e para evitar confusões por parte dos leitores atentos desta série de notas sobre a hegemonia, deixem-me esclarecer qual é realmente a minha posição.

Estamos num estado de tensão? Sim, estamos.

Isso é, em si, invulgar? Não. Todos os paradigmas políticos são, em certa medida, contraditórios.

O que quero dizer é que as tensões na atual configuração da política são extremas e que se estendem ao longo da divisão entre macro e micro e que são sobreaquecidas pela sua imbricação com a crise política interna e o antagonismo geopolítico.

Será melhor pensar nisto em termos de um nascimento obstruído? A meu ver, não.

No seu período clássico, no século XX, a hegemonia dos EUA foi construída, não nasceu. As crises hegemónicas são problemas de construção e não obstruções orgânicas. A história não é um útero. Estamos por nossa conta. No que diz respeito ao processo histórico de mudança, não temos mãe. Vivemos entre os destroços do que fizemos e desfizemos.

Será que penso que o nosso atual estado de tensão tem de se resolver em breve, sob pena de uma espécie de crise sistémica existencial? Não.

Isso quer dizer que não podem acontecer coisas muito más? Claro que não quero dizer isso.

Tenho uma visão clara do rumo que este processo vai tomar? Nem por isso. Se a nova era da política industrial tivesse efetivamente um peso real por detrás, a minha opinião poderia ser diferente. Uma instituição estatal  poderosa pode produzir efeitos reais.

Mas, tal como defendi no Chartbook 267 on the Jet-P projects, no que diz respeito ao Ocidente, vivemos, na sua maioria, numa era de “tigres de papel”. Os decisores políticos conseguem ver os grandes problemas. Têm grandes slogans que soam bem. Mas não conseguem, uma e outra vez, mobilizar as coligações e os recursos que seriam necessários para fazer a mudança. E, sim, isso inclui políticas como o tão falado IRA (Inflation Reduction Act). Precisamos de milhões de milhões e não de milhares de milhões e sabemos disso.

Foi esta a conclusão da minha penúltima coluna no FT sobre a ajuda ao desenvolvimento. E na coluna anterior sobre a política dos EUA para a América Latina.

A perspetiva mais provável é que algo que aparentemente não faz muito sentido continue a persistir e talvez até a solidificar-se? Sim. Muito possivelmente.

Então, se não é um parto obstruído que produz sintomas físicos mórbidos, que tipo de imagem vamos invocar para descrever o momento atual? Talvez, se conseguirmos encontrar a imagem certa, ela possa ajudar como antídoto para o risco de ficarmos numa situação de interregno, à Gramsci .

Teria de ser uma espécie de construção desordenada com caraterísticas antagónicas e contraditórias. Pensar em tecnologia fez-me lembrar o clássico da Guerra Fria de Mary Kaldor, O Arsenal Barroco, com a sua grande frase de efeito: “A política económica moderna não é avançada, é decadente”.

 

A capa, que me ficou na memória, é suposta evocar a combinação de força bruta, ameaça e absurdo que caracteriza o complexo militar-industrial. Mas talvez “decadência” esteja demasiado próximo de Gramsci e dos seus sintomas mórbidos. Talvez também leve as coisas demasiado a sério.

Muitas vezes parece-me que o que precisamos para perfurar as solenidades do momento atual é de algo mais próximo da sátira negra – daí a referência aos Tigres de Papel e aos Patos Potemkin no Chartbook 267. Continuando nesta linha, e se o “modo de regresso ao futuro” da política económica moderna estiver, na verdade, mais próximo, em espírito, das encenações Cosplay Mad Max do festival Burning Man do que é confortável?

Bidenomics como pastiche? Ou, até, pastiche de um pastiche?

Ou, de uma forma menos jocosa, talvez pensemos no momento atual em termos de uma montagem surrealista, como esta colagem de Rodchenko (pelo menos penso que é Rodchenko) da União Soviética na década de 1920.

 

Nesta perspetiva, vivemos num espaço político definido não tanto pela coerência ou por um paradigma sólido, mas sim por uma miscelânea de elementos, alguns modernos, outros sugerindo estilos anteriores, ensombrados por um pneu de borracha gigante (uma inovação da época) e arranha-céus neoclássicos, com aspirantes a líderes a apelar às massas do alto – ou talvez agitando os braços numa tentativa de voar – deixando uma mulher moderna em primeiro plano (à esquerda) com um ar bastante desencantado (talvez pelo abandono de Build Back Better?), enquanto um bombardeiro voa por cima e o cano de um grande canhão aponta para o céu. Toda a cena está povoada por miúdos de rua sobredimensionadas que não sabem onde se posicionar e pensam que talvez se trate de um jogo.

A tensão desta imagem desaparecerá por si-mesma? Se sim, como? Avançamos acrescentando mais elementos incongruentes e prescindindo de outros? Não sabemos. Não se trata de um processo como um parto, que tem um número limitado de resultados possíveis. A situação tem uma atmosfera. Está cheia de tensão. Mas o que é que vai acontecer a seguir? Será que o pneu gigante vai rolar sobre as crianças? Ou será que o homem vai cair da torre? Ou será que a arma vai disparar? Ou será que a mulher em primeiro plano vai perder a paciência? A imagem oferece-nos possibilidades, mas nenhuma lógica clara que nos permita dizer ou prever com confiança o que se segue. O espírito racionalista quer analisar a situação e atribuir pesos e probabilidades aos diferentes cenários. O que precisamos é de um modelo. Mas por onde começar num mundo de que se veem as suas formas, cujos elementos nos são claramente familiares – afinal, fomos nós que os criámos – mas cuja lógica subjacente é obscura? O que é que significa realismo nestas circunstâncias?

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Ainda a desglobalização

Na raiz da dissonância cognitiva que salientei no artigo de opinião do FT desta semana estão estes factos macroeconómicos básicos que Brad Setser fez mais do que ninguém para salientar.

O excedente global é crescentemente chinês .

Um gráfico que mostra quão pouco o mundo se desglobalizou (e quão pouco se fragmentou).

Ao longo do tempo, o bom excedente da Ásia tornou-se essencialmente um excedente chinês, mas o excedente também não é absorvido na Ásia Oriental ou no Sudeste Asiático.

 

Os grandes défices mundiais estão todos nas democracias ocidentais estando à frente os EUA.

E, para reforçar um ponto que tenho defendido frequentemente (e cada vez mais alto), é difícil que o mundo se fragmente realmente quando os défices a que se referem os excedentes das grandes autocracias mundiais se encontram todos nos grandes países ricos [n.t. ditos grandes democracias].

 

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