UMA CARTA DO PORTO – Por José Fernando Magalhães (712)

 

 

FIGOS, E MAIS!

 

 

Hoje, fui aos figos. Adoro figos.

As minhas figueiras, das seis, só duas têm figos prontos a comer, outras tantas com eles ainda a medrar, e duas já terminaram a produção deste ano.

Nos últimos anos as duas mais frondosas têm tido alguns azares provocados por fortes ventanias que as partem aos bocados e impedem de produzir. Mas este ano, não consigo absorver tanta produção. Pena estarem tão longe. O meu quintal fica a léguas e não posso ir lá sempre que me apetece.

 

 

E é tão bom quando me apetece e posso ir, e vou. Limpo a alma!

Hoje chuviscou, a contrastar com a última vez que lá fui. Na altura o vento seco e ténue, acompanhado de calor, muito calor, fazia apetecer estar enfiado no tanque de rega que me serve de piscina. A temperatura rondava os quarenta graus e a água do poço uns quinze ou dezasseis. E eu, ora tiritava, ora sofria com o calor.

Hoje, a par com os figos, andei a depenicar as uvas. As brancas já  estão docinhas, as tintas estão mais atrasadas. E todas com bom aspecto. Vai ser um bom ano. E trouxe ameixas também.

 

 

 

 

 

A dada altura pensei que seria bom ter um galinheiro. Galinhas poedeiras, um galo… e ovos. Muitos ovos. O que me obrigaria a ir lá  mais amiúde. E um cão … e dois gatos semi-vadios, e uma cabra … que o quintal é grande.

Decididamente vou pensar a sério neste assunto.

 

 

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