Escutas a respiração dos malmequeres e
marcas a tua casa luminosa perto da memória. A vida
reduz-se a um desejo que ainda não perdeu o sorriso
dos barcos por pintar.
Passa um voo de andorinha junto ao portão que é agora
impossível de abrir. E pensas: onde estou eu neste voo de ontem?
És o tempo do mesmo corpo, mas percebes que tudo à tua volta
envelheceu. Afinal o teu mundo é um sítio a morrer
vezes a fio.


