O confronto entre a Grécia e a Alemanha, personificado no confronto entre os personagens acima indicados, é um confronto entre duas políticas. A do governo Syriza, que procura, com o mandato do seu povo, acabar com as políticas de austeridade, e a do governo alemão, que pretende impô-las em todos os países da União Europeia (UE). Dirão muitos que para isso, ao fim e ao cabo, este também tem o mandato do seu povo, na medida em que é um governo eleito.
A situação mais dramática e que requer resposta mais urgente é obviamente a do povo grego. Simplesmente, não é isso que está a pesar na posição da UE. A Grécia nunca foi considerada como importante por Bruxelas, até ao momento em que passou a ser considerada como uma ameaça. E tudo indica que os dirigentes europeus, de uma maneira geral, partilham dos mesmos princípios, uns por estarem convencidos da sua necessidade, outros por táctica.
Seria lógico que quem realmente acredita na viabilidade do projecto europeu achasse mais vantajoso atender às pretensões do governo grego, e não seguisse as directrizes de Merkel/Schaüble. O problema são os interesses de curto prazo de uns, e muito particulares de outros, que por vezes coincidirão na mesma pessoa, ou no mesmo grupo de pessoas. Por cima de tudo estão os interesses da Alemanha, ou melhor dito, dos governantes alemães, ciosos de manterem o seu lugar privilegiado na Europa, e procurando por todos os meios que o exemplo grego não vingue.
Propomos as leituras seguintes:
http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=4404902&seccao=Convidados&page=-1

