Oslo e coincidências – por Octopus

Ainda pouco sabemos acerca do atentado de Oslo.

 

Uma afirmação esquisita: afinal conhecemos o número dos mortos (92 vitimas), as modalidades e temos até quem já confessou o crime (o simpático Anders Behrin Breivik). O que falta? O móbil? Não, temos o movente: temos um móbil de 1.500 páginas, escrito pelo mesmo Anders. 2083 Declaração de Independência Europa Neste memorial, Anders explica que está a preparar o atentado desde o Outono de 2009. Pormenorizado, nele invoca o uso do terrorismo como forma de “acordar” as massas e avança que será lembrado como o pior monstro desde a Segunda Guerra Mundial.

 

Não falta nada: símbolos celtas, traços dos Templários, a pesquisa do Sagrado Cálice, a cruz de Jerusalém. Como se isso não fosse suficiente, Anders deixa fotografar-se com o traje maçónico (difícil imaginar um chamariz melhor: milhares de sites e blogues têm agora material para os próximos meses), declara ser profundamente cristão, anti-muçulmano, ex membro dum partido de Direita. Por isso comprou seis toneladas de fertilizante, para confecionar as bombas.

 

Tudo certo, tudo resolvido então? Não. Em primeiro lugar: Anders não agiu sozinho: quem sobreviveu aos ataques afirma que os disparos foram efectuados por mais do que uma pessoa. Mas este é o ponto mais importante: o que deve ser realçado é que mudam as cores, mudam as ideias, mas os métodos, após 10 anos, continuam a ser os mesmos: um louco, mais provavelmente alguns loucos, que com bombas e armas semeiam morte entre inocentes cidadãos, com motivações religiosas. Que depois estas “motivações” não tenham fundamentos, e que tanto o alegado terrorismo muçulmano quanto o cristão estejam contra os princípios das respetivas religiões, isso não interessa: o que conta é rotular.

 

O mero acaso

 

Há uma série de factores adicionais que vale a pena lembrar: A Noruega é um dos Países (primeiro na Europa) que anunciou o voto favorável à criação de um Estado Palestiniano na votação na ONU. Mas isto é uma coincidência. A Noruega anunciou a retirada das suas tropas da Líbia. Também isto é uma coincidência. A Noruega, por questões éticas, no ano passado impediu que duas empresas israelitas participassem na exploração dos seus poços de petróleo no Mar do Norte. Isto parece mesmo uma coincidência.

 

A Noruega alcançou nos últimos anos importantes acordos comerciais com a Rússia no âmbito da exploração do gás e do petróleo no Ártico e no Iraque (13 mil milhões de barris), ultrapassando as ofertas das empresas americanas. Olha: uma coincidência! O Sosialistisk Venstreparti (Partido Socialista de Esquerda), que faz parte da coligação de governo, apresentou uma proposta na qual é pedida uma acção militar contra Israel caso este decida intervir militarmente contra Hamas em Gaza. Como se chama isto?…Talvez “coincidência”. Jonas Gahr Støre, Ministro dos Negócios Estrangeiros, ao longo da semana passada visitou um campo de Verão da juventude trabalhista e pediu que o muro de Jerusalém fosse derrubado.

 

O campo era o da ilha de Utoya. Isto só pode ser uma coincidência. Apenas indícios, não provas, que mostram que a primeira vitima da “vaga fundamentalista cristã” foi um dos Países europeus mais críticos a Israel e um dos que mais olham para Leste (a Rússia) nas questões económicas. E não pensem mal, pois isto não passa duma coincidência.

 

O modus operandi

 

Em primeiro lugar temos a versão dos media: Anders teria feito explodir uns prédios em Oslo (um dos quais o escritório do Primeiro Ministro), depois teria alcançado a ilha de Utoya para acabar com uma carnificina, sozinho e sem encontrar resistência. Com o risco de matar os dois filhos do Primeiro Ministro, presentes na ilha, por uma terrível coincidência.. Depois, e mais uma vez, eis o factor “coincidência”: um atentado e uma excitação. 48 horas antes, núcleos antiterroristas da polícia atacavam um prédio no centro da cidade, perto do Teatro da Opera, com bombas e armas. Mas esta é, evidentemente, uma coincidência.

 

Nazismo? Chamem Washington!

 

Para acabar, temos o culpado. Como foi dito, é um homem de 32 anos e que estreia um novo terrorismo, o terrorismo cristão de extrema Direita. Bin Laden morreu? Foi uma vitória dos Estados Unidos que assim conseguiram debelar uma das raízes do mal. Por isso já não há atentado islâmicos. Mas não há tempo para descansar: desaparecida uma ameaça, eis que surge um novo mostro. Desta vez não tem os traços orientais, este é um mostro que vive entre nós, e por isso até é mais perigoso.

 

Em comum tem os métodos (as bombas, as armas) e a religião (cuidado, cuidado com a religião!), mas o resto é um produto 100% ocidental: neo-nazismo. E onde há neo-nazismo há anti-semitismo. Sem dúvida: é caso para pedir ajuda aos Estados Unidos, outra vez. Neste artigo relatado no blog de Gilson Sampaio poderão encontrar mais informações acerca do binómio Noruega-Israel.

 

No resto do Mundo, entretanto…

 

Isso na Europa. Nos Estados Unidos, entretanto, pelo menos cinco pessoas morreram e quatro ficaram feridas no Texas, num ataque realizado por um homem numa festa de aniversário que decorria numa pista de gelo. O ataque ocorreu ontem e o atirador acabou por suicidar-se. Razão? Uma disputa familiar. E no Yemen, um bombista suicida atacou um campo militar na cidade de Áden, no Sul do País, detonando explosivos numa carrinha quando duas viaturas militares saíam do local. Morreram sete pessoas e 18 ficaram feridas. Mas estes são Muçulmanos, gente violenta, portanto não interessa. Excelente artigo publicado por:

 informacaoincorrecta.blogspot.com

 http://informacaoincorrecta.blogspot.com/2011/07/oslo-e-coincidencias.html?

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