A Primavera no poço,
minha filha, solidão.
Vampiro de estimação
traz cravado no pescoço.
Onde o céu, onde o balouço,
embalado na subida?
A meio curso foi colhida.
Onde o riso que não ouço?
Onde a chama que não brilha?
Alçapão em armadilha
a esvair-lhe o sangue moço.
Caída no meio de estrume,
lanterna de vaga-lume,
minha filha pele e osso.

