Saudade, de Fernando Correia da Silva

 

 


 

Ao longe, entre portas do desejo,                 

a aranha da saudade agora tece      

a teia que te envolve e te adormece.      

Partiste. Repartido me revejo          

ave nocturna a debicar o nexo

contido nessa concha do teu sexo.

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