Autores fundadores da Antropologia, de Raúl Iturra – Bronislaw Malinowski

 

 

Bronislaw Malinowski, The family among the Australian Aborigines. A sociological study, University of London, Monographs on Sociology, Nº 2, University of London Press, 1913. Este texto foi a tese de Malinowski, orientada por Edward Westermarck na London School of Economics. Como se sabe, Malinowski era Doutor em Física e Química pela Universidade de Cracóvia. Durante um tempo, nos seus jovens vinte anos, sofreu um problema pulmonar que teve que curar na imobilidade. Para se entreter, leu vários livros, entre os quais O ramo de ouro, título original: The Golden Bough. A Study in Magic and Religion, de James Frazer, 1890, 1ª Edição em The MacMillan Press – a edição que uso é de Papermac, 1995. Livro que o impressionara até o ponto de abandonar as suas denominadas ciências exactas e, já curado da sua doença, foi de imediato para. Até este ponto, a minha fonte são os seus antigos estudantes quem em Cambridge, contaram-me estes factos, especialmente a minha amiga e vizinha Audrey Richards. Conheço a história toda, mas vou usar as palavras da wikipédia para continuar: Bronisław Kasper Malinowski (Cracóvia, 7 de Abril de 1884 — New Haven, 16 de Maio de 1942) foi um antropólogo polaco. Ele é considerado um dos fundadores da antropologia social. Fundou a escola funcionalista. Suas grandes influências incluíam James Frazer e Ernst Mach. Em Leipzig (Alemanha) foi orientado por Karl Bücher e Wilhem Wundt para então ir à London School of Economic em 1910. Mais tarde publicou a primeira obra: The Family Amoong the Australian Aborigenes (1913) onde criticou duramente o evolucionismo e provou conhecimento teórico. Para Malinowski, o evolucionista Morgan havia desorientado por gerações a pesquisa antropológica com o sistema classificatório de termos para parentes quando o demonstrou como aquilo que já foi e hoje já não é mais (DUHAN: 1986). Da mesma forma, Gräbner, outro evolucionista, teria desenvolvido uma abordagem antifuncional imbecil, que não estabelecia relação de objetos com propósitos e uso pessoal (IDEM: IBDEM).

 

Segundo o antropólogo Ernest Gellner, Malinowski tomou uma posição original em relação aos conflitos de ideias do seu tempo. Ele não repudiou o nacionalismo, uma das ideologias nascentes e marcantes do século XIX. Mas ele juntou o romantismo com o positivismo de uma nova maneira, tornando possível investigar as velhas comunidades mas ao mesmo tempo recusando conferir autoridade ao passado. Ele rejeitou a especulação evolucionista e a manipulação do passado para fins do presente, pecados vulgares do seu tempo. Fonte: as minha lembranças e as palavras de http://pt.wikipedia.org/wiki/Bronis%C5%82aw_Malinowski

 

Sem dúvida, a principal contribuição de Malinowski à antropologia foi o desenvolvimento de um novo método de investigação de campo, cuja origem remonta à sua intensa experiência de pesquisa na Austrália, inicialmente com o povo Mailu (1915) e posteriormente com os nativos das Ilhas Trobriand (1915-16, 1917-18), os Massim, denominados também povo Kiriwina. Fez a sua tese de doutoramento em três anos, tese que passou a ser livro em 1911. Este texto pode ser lido em:

http://www.questiaschool.com/PM.qst;jsessionid=JwvCwwDfZynTLcv735bJWKgQb15hVGZpvWZ6T5qfWG2ypvf7HSzK!569501316!-957050587?a=o&d=64781836, ou em http://www.questia.com/PM.qst?a=o&d=64781836 com uma introdução de John Barnes, publicado em Nova Iorque, Schoquen Books, 1963. Barnes fez um comentário na sua introdução. Diz: Malinowski é especialmente lembrado pelos seus livros sobre os Ilhéus Trobriand da Papua New-Guine, pela sua teoria sobre o funcionalismo e pelo brilhante grupo de discípulos em Antropologia Social que estudaram com ele durante longos anos na Universidade de Londres. The Family Among the Australian Aborigines é parte de uma fase anterior da sua vida como Antropólogo, antes de ter viajado fora da Europa, como também antes de começar a sua metodologia de observação directa ou participante dos povos tribais dentro do seu próprio habitat. Foi escrita nos tempos em que os teóricos da antropologia eram directamente endereçados em favor ou em contra das ideias da evolução e de história universal. Ideias que passaram a ser um sucesso no Século XIX. Os académicos europeus estavam interessados nos povos primitivos para inferir de esse presente, o seu próprio passado, e não propriamente dos seres humanos que investigavam, como pessoas que fossem seres humanos de hoje e agora. Aliás, o livro foi escrito nos tempos em que a informação dos povos de fora da Europa. Eram colectadas de relatos de viajantes que e formados para a observação de povos primitivos….O livro, se bem publicado em 1913, foi escrito em 1910, durante a época de académicos de leitura. O texto pode ser lido em inglês em: http://www. questia.com/PM.qst?a=o&d=64781836.

 

 

 

 

 

 

 

 

Este texto tinha sido publicado anteriormente no blogue Estrolabio, em 31 de Julho de 2010. 

 

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