Chipre-Portugal – por Carlos Godinho

(Publicado em Todos Somos Portugsl em 03-09-2011)

 

(foto de Francisco Paraíso)

 

Como se previa não foi um jogo fácil apesar da tranquilidade que o primeiro golo e a expulsão do jogador cipriota Dobrasinovic proporcionou. Mesmo marcado pelo lamentável e despropositado assunto “Ricardo Carvalho”, este estágio correu quase na perfeição no que respeita à unidade e coesão do grupo. Muitas vezes, ventos de frente, permitem uma rota sem grandes oscilações e foi isso que aconteceu com o jogo. Impunha-se uma vitória e ela aí está, consolidando-se a posição no grupo.

 

Apesar de aqui e ali surgirem vozes sem qualquer crédito com cunho de conhecedoras de uma realidade que nem em sonhos algum dia atingirão, esquecendo, ou pretendendo apagar deliberadamente, situações do passado em que os mais elementares valores éticos e de princípios foram internamente postos em causa, as selecções nacionais lá vão prosseguindo a sua caminhada de prestígio do país e do futebol português. Há dias na Colômbia, anteontem na Moldávia, ontem em Chipre.

 

Custa muito a alguns com ligações a estratégias que no recente passado definhador defenderam com unhas, dentes e com tudo o que conseguiram arregimentar, que sem alaridos, sem propagandas principescamente pagas de centrais de comunicação, se consiga manter um rumo e um caminho de grande prestígio internacional. Primeiro com Scolari e agora com Paulo Bento, estes mesmos arautos da pseudo-intelectualidade no futebol, sem qualquer registo válido nas suas vidas que não seja falar fácil, tornaram-se adversários de princípios baseados na honestidade e na frontalidade, preferindo as situações dúbias, vindas de pessoas com palavras bonitas cheias de nada. É este o país e as pessoas que temos. Em Outubro teremos as outras duas finais e depois se verá o que vai acontecer.

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