No teatro “A Barraca”, amanhã, dia 28, pelas 19 horas serão lançados mais livros do poeta Carlos Mota de Oliveira, sendo apresentados pelos poetas Manuel de Freitas e Miguel Martins e alguns poemas serão lidos pela actriz Maria do Céu Guerra.
Nasceu em 1951 e as suas publicações começaram em 1973. E sobre ele mais não diz na sua página
http://carlosmotaoliveira.com.sapo.pt.
Mas vejamos o que dizem quem deste assunto percebe mais do que eu:
“Mantém-se marginal, Se um dia se fizer a história da edição paralela em Portugal, as obras deste autor, de escassíssima circulação, hão-de surpreender por uma diferença em que há tanto de paciente ousadia como de desamparo, uma diferença alimentada pelo «talento de dar sem nunca receber, como a poesia».
(Maria Regina Louro, in O Público)
“… em qualquer caso, e não vou tentar desvendá-lo, tudo menos a conquista do grande público, uma marginalização voluntária, uma persistência em cultivar um círculo eclético de leitores …”
(Luis Pacheco, in Diário Popular).
“… a sua experiência de livros penteados e despenteados ocorre-me todos os dias …”
(Cruzeiro Seixas)
Tem poemas musicados por Vitorino e Janita Salomé, textos em livros escolares (10º e 11º anos), prefácios em livros de Urbano Tavares Rodrigues, Manuel da Silva Ramos e José Jorge Letria. Na minha memória, vários encontros, passeios por Óbidos e Algarve que posso também traduzir com as palavras de Cruzeiro Seixas como “penteados e despenteados”, mas a que acrescento o grande humor, um grande respeito pela individualidade de cada um e uma grande doçura.
PAGAM-ME PARA ISTO
Dou graças
agora que vou
dou graças
agora que fico
e assim,
à vez,
o que
faço
é apenas
viajar
com uma
caneta
de canela
(Janita Salomé – Cerejeira das cerejas pretas miúdas, com poema de Carlos Mota de Oliveira)
Janita Salomé – Cerejeira das Cerejas Pretas por Videos_Portugal


