(Publicado em Todos somos Portugal)
Facebook e Twitter
Já não bastavam os desabafos e inconfidências de alguns jogadores que utilizam algumas destas formas de comunicação para lançarem a confusão nos clubes, revelando matérias que deveriam ser de alguma confidencialidade no momento, surgem também agora as suas próprias esposas e namoradas, a enveredarem pelo mesmo caminho dando a conhecer publicamente factos que os treinadores gostariam que fossem revelados no momento e pelos caminhos definidos pelas suas estruturas de comunicação. Foi o caso da mulher de Rooney que publicou nessas redes sociais que o jogador se tinha lesionado num treino nessa manhã e não jogaria no dia seguinte. Alex Ferguson, obviamente não gostou. Qualquer dia lá vai voar mais uma bota, desta vez não para a cabeça de um jogador na pacatez do balneário, mas para o camarote das ladies… Ferguson é paciente mas não tanto! Para já só pediu moderação à senhora…
O crescimento e desenvolvimento da internet tem levado a que novas e diversas formas de comunicação tenham surgido e intrometido no “monopólio” dos órgãos de comunicação social tradicionais. Assim, cresceram e consolidaram-se a uma velocidade vertiginosa, blogs, sites, o twitter, o facebook, e mais alguns meios de interacção entre as pessoas que nalguns casos têm sido aproveitados por muitos de uma forma pouco séria, normalmente escondendo-se na figura de anónimos. O Presidente da República, ministros e outros órgãos de poder, têm utilizado com regularidade as redes sociais, passando para a opinião pública as suas ideias e concepções políticas e até de vida, defendendo aquilo que consideram justo e correcto. No meu caso concreto, ao criar este blog, tive a ideia inicial, de publicitar as actividades menos mediáticas das selecções nacionais, defender e divulgar muitas das decisões que vão sendo tomadas nesse meio, e pouco divulgadas pelos meios tradicionais, e sobretudo criar um elo de ligação entre aqueles que gostam das selecções nacionais, sem nunca cair no facilitismo do insulto ou do brejeirismo. Não pretendo aumentar os visitantes a qualquer custo, porque não sou, nem quero ser, polémico, nem posso entrar em campos que a minha actual actividade profissional não permite. No entanto, quando alguém entra por caminhos que considero menos correctos usando e abusando de meios pouco sérios, não hesito em comentar e criticar. Nos comentários que vou recebendo, não publico aqueles onde o insulto é a base da sua lógica sobretudo se for dirigido a outros e posso afirmar que tenho eliminado bastantes. Sobre mim lá ia publicando alguns, talvez numa atitude demasiado aberta e um pouco quixotesca. Desde há uns dias tomei a decisão de não aceitar comentários anónimos a não ser que não possuam qualquer mensagem insultuosa para quem quer que seja. Por isso deixo aqui esta informação dirigida aqueles que na escuridão do anonimato vão tentando insultar, não dando a cara. Não vale a vela pena perderem tempo a escreverem. Desistam porque não publico nem respondo. Havendo tantos aspectos que merecem análise e destaque no desporto e na vida não vejo qual a razão de se perder tempo com gente que se esconde na figura de anónimo. Por exemplo, destacar as vitórias dos clubes lisboetas nas competições europeias, esperando que os dois clubes do norte consigam ultrapassar este momento menos bom e consigam passar à fase seguinte das suas provas. No futebol não há anónimos, perdendo, empatando ou ganhando, todos dão a cara.
