10 de OUTUBRO, 18 horas colóquio sobre o stress de Guerra no bar de A BARRACA

AMIGOS, COMPANHEIROS, CAMARADAS

É o ULTIMO AVISO : 2ª f., 10 de OUTUBRO, 18 horas colóquio sobre o stress de Guerra que continua a fazer vítimas e é necessário ser combatido para paz e tranquilidade dos que têm sofrido dessa doença há cerca de 40 anos!

 

Tragam gente, muita gente, toda a gente.

 

A APOIAR, Associação de Apoioaos ex-combatentes vítimas do stress de guerra, está a realizar uma série de colóquios sobre esse drama socisl, cultural e político. Na 2ª f. dia 10 de OUTUBRO, às 18 h. apresentam-se no Bar da Barraca.

 

Por vezes, ouve-se dizer que a Guerra Colonial foi o drama de uma geração. É falso.

 

Qualquer guerra é um drama para várias gerações, além de ser uma mancha indelével no país agressor e uma dor imensa e eterna para as populações agredidas e massacradas.

 

Portugal pagou com milhares de mortos, feridos e doentes esse sobressalto inútil de um colonialismo que já tinha sido ultrapassado pelos ventos da História.

 

As antigas colónias , com vítimas talvez incontáveis, tentam renascer para o Futuro.

 

Temos de olhar de uma forma fraterna para os que lá estiveram e por isso sofrem as sequelas.

 

Não faltem a este colóquio. Os que faltam a estas acções fraternas e amigas serão sempre os que enviaram esta juventude para a guerra de uma forma criminosa. São os “OUTROS”.

 

2 Comments

  1. Caro amigo Carlos Loures, vive comigo uma tia que ficou viúva com 19 anos pois o meu tio morreu em Angola em 1964.Ainda hoje os gritos dela são uma memória dolorosa dos meus quase 6 anos pois estava com ela na aldeia a passar férias.Claro que envelheceu precocemente, vestiu-se de raiva num preto que me assombrava a infância, caminhou amarga e ressentida e só muito tarde despertou para a vida.O Ultramar levou-lhe o sonho, o fascismo impôs-lhe regras asfixiantes que lhe limitaram o direito a viver…uma história como muitas outras de quem não caiu mas tem feito a caminhada vergada. As “viúvas” também foram vítimas e algumas ainda sofrem dessa ferida encoberta.Um beijo da sobrinha de um ausente

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