A AGLP está activa e recomenda-se

Sempre Galiza!

Sempre Galiza!

 

 

Reunido recentemente na Vila do Poto, em Santa Maria, nos Açores, o XVI Colóquio da Lusofonia tomou posição a favor da continuidade da participação da Academia Galega da Língua Portuguesa na CPLP condenando a posição tomada por Portugal – que sempre apoiara a proposta para a AGLP integrar a CPLP com estatuto de observadora – de vetar a proposta de Angola para admissão da AGLP. 

 

 

Na sequência do que foi criada a Petição-Carta Aberta a Paulo Portas, Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugalque conta já mais de 800 assinaturas e à qual se juntou a AICL – Associação Internacional Colóquios da Lusofonia.

 

AICL REPUDIA EXCLUSÃO DA AGLP

Na ilha de Santa Maria, em Vila do Porto entre 30 de setembro e 5 de outubro, o XVI Colóquio da Lusofonia aprovou uma declaração de repúdio pela atitude de PORTUGAL OLVIDANDO SÉCULOS DE HISTÓRIA COMUM DA LÍNGUA, AO EXCLUIR A GALIZA – REPRESENTADA PELA AGLP – DO SEIO DAS COMUNIDADES DE FALA LUSÓFONA.

 

A GALIZA ESTEVE SEMPRE REPRESENTADA DESDE 1986 EM TODAS AS REUNIÕES RELATIVAS AO NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO E O SEU LÉXICO ESTÁ JÁ INTEGRADO EM VÁRIOS DICIONÁRIOS E CORRETORES ORTOGRÁFICOS.

 

A SUA EXCLUSÃO À ÚLTIMA HORA DO SEIO DA CPLP REPRESENTA UM GRAVE ERRO HISTÓRICO, POLÍTICO E LINGUÍSTICO QUE URGE CORRIGIR URGENTEMENTE.  

 

A AICL entende que não faz sentido aceitar como observadores países sem afinidades diretas ou indiretas à Lusofonia, a Portugal e sua língua e deixar de fora a região onde nasceu a língua portuguesa há mais de dez séculos.

 

É um crime de lesa língua de todos nós.

 

A Língua que se fala na Galiza é uma variante do Português como a do Brasil, Angola, Moçambique e tantas outras, com a peculiaridade de ter sido o berço da mesma língua comum, e jamais houve exclusão por parte da CPLP das regiões lusofalantes do mundo.

 

Trata-se de uma medida obviamente ditada por preconceitos políticos e contra a qual a AICL se manifesta veementemente não só apoiando a subscrição da Petição como encorajando todos os seus associados e participantes nas suas iniciativas a protestarem publicamente contra esta injustiça feita à língua portuguesa e à AGLP.


Iremos manifestar o nosso desacordo de todas as formas possíveis e ao nosso alcance até ver reposta a equidade da proposta de admissão da Galiza através da AGLP no seio da CPLP.

 

Chrys Chrystello,

Presidente da Direção da AICL – Associação Internacional Colóquios da Lusofonia

VILA DO PORTO, 5 DE OUTUBRO 2011

 

 

 

Galiza participa nas reuniões do Instituto Internacional da Língua Portuguesa

 

A Academia Galega da Língua Portuguesa foi convidada a participar em agosto e setembro deste ano em dois encontros organizados pelo Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), organismo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) para a promoção e defesa da língua comum. Os encontros tiveram lugar na Praia, Cabo Verde, entre 9 e 11 de agosto, e em Maputo, Moçambique, entre 12 e 14 de setembro.

 
O primeiro convite possibilitou a presença de uma delegação da Comissão Galega da Língua Portuguesa, integrada pelos académicos Carlos Durão (da Comissão de Lexicologia e Lexicografia) e Joám Evans Pim (da Comissão de Relações Internacionais) na VI Reunião Ordinária do Conselho Científico do IILP, que teve lugar na sede desse órgão, na cidade da Praia.

 


O convite cursado pela presidente do Conselho Científico Doutora Maria Helena Lobo permitiu a apresentação da Comissão Galega da Língua Portuguesa (enquadrada na Fundação AGLP e integrada por dez entidades: AGLP, Associação de Amizade Galiza-Portugal, Associação Pró-Academia, Docentes de Português na Galiza, AGAL, Fundação Artábria, Fundação Meendinho, Instituto Cultural Brasil-Galiza, Instituto Galego de Estudos de Segurança Internacional e da Paz e Movimento Defesa da Língua) ante as Comissões Nacionais do IILP dos estados membros da CPLP bem como a sua candidatura a observador consultivo do IILP. A delegação galega apresentou ainda um relatório sobre a participação galega no Acordo Ortográfico e sobre o Léxico preparado pela AGLP para a sua inclusão no Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa (VOC). 


 


Carlos Durão (à esquerda) na reunião do IILP na Praia

Tendo analisado as propostas apresentadas pela Comissão Galega, o Conselho Científico do IILP elevou a decisão final sobre a participação galega nesse organismo ao Conselho de Ministros da CPLP, que deverá discutir a questão na sua próxima reunião a celebrar em Maputo a meados do próximo ano.

Os representantes da Comissão Galega tiveram ainda a oportunidade de participar numa sessão de formação para os membros das Comissões Nacionais onde foram discutidas as bases para a elaboração do VOC, encomendado ao IILP pelo Plano de Ação de Brasília, bem como os temas para a primeira Reunião Técnica do VOC, que decorreu a semana passada também na cidade da Praia.

Colóquio de Maputo

A Academia Galega da Língua Portuguesa foi convidada também a participar no primeiro dos colóquios preparatórios da Segunda Conferência Internacional sobre o Futuro da Língua Portuguesa no Sistema Mundial, que terá lugar em Lisboa no fim do próximo ano. Este primeiro Colóquio teve como âmbito central de discussão “A Diversidade Linguística nos Países da CPLP”, sendo inaugurado pelo Primeiro Ministro de Moçambique Dr. Aires Ali no dia 12 de setembro.

O Colóquio pretendia pôr em questão as políticas linguísticas que acarretam o “apagamento da existência de outras línguas, através da sua desvalorização e de um ensino meramente monolíngue”. Neste sentido, a AGLP enviou ao Coordenador da Comissão de Relações Internacionais Joám Evans Pim para apresentar uma palestra-relatório sob o título “Diglossia e gestão da diversidade linguística: o caso do Português da Galiza”, proferida ainda durante o primeiro dia do Colóquio. A apresentação procurava oferecer um contraponto para entender a gestão da diversidade linguística no universo da língua portuguesa, pois enquanto na maioria dos Estados da CPLP a língua portuguesa representa o registo de maior prestígio social, sendo as línguas “próprias” ou “nacionais” relegadas a usos restritos ou ambientes informais, na Galiza e nos territórios limítrofes de língua portuguesa a situação é a inversa, ficando o português em uma posição de subordinação face a outra língua dominante.


A representação da AGLP participou ainda na Reunião Técnica celebrada no dia 14 de outubro com objetivo de elaborar o texto da “Carta de Maputo”. Fruto das propostas galegas foi inserido um ponto chamando para a assunção pelos Estados-Membros da CPLP “de um papel ativo na catalogação, preservação e apoio à língua portuguesa em contextos em que não é oficial”, recomendando a incorporação desta e outras questões na agenda da Segunda Conferência Internacional Sobre o Futuro do Português no Sistema Mundial, a realizar-se em outubro de 2012, e a sua inclusão no Plano de Ação de Lisboa para a Promoção, Difusão e Projeção da Língua Portuguesa.

 


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