COMPOSITORES FAMOSOS – Franz Schubert – por Luís Rocha

 

Franz Schubert é o primeiro grande compositor nascido em Viena no dia 31 de Janeiro de 1797. A importância deste compositor para os Vienenses está bem expressa, na cidade que oferece cerca de vinte e quatro metros quadrados de espaço verde por habitante, com a sua presença por vários locais da cidade, com maior relevo no monumento que o homenageia em “Stadtpark” onde se sente que Viena respira música clássica.

  

Provinha de uma família humilde. O seu pai descendia de camponeses da Morávia. A sua mãe, filha de serralheiro, era oriunda da Silésia Austríaca e exercia a profissão de criada em Viena. Desde a mais tenra idade Schubert, manifestou uma habilidade musical inata no violino e no piano.

 

Em 1808, depois de um exame brilhante Schubert consegue um dos dois lugares vagos no coro infantil da capela imperial, com direito a ingressar no Stadtkonvikt, colégio municipal fundado em 1803 pelo imperador Francisco II. Esteve no colégio até 1813. É nesse período que surgem as suas primeiras composições: Um dueto – fantasia para piano (1810); um quarteto de cordas em sol e o “Lamento de Agar” composta em 1811.

 

Na grandiosidade da sua obra merece destaque a composição de mais de 600 lieder. A palavra lied não tem tradução exacta noutras línguas. Em português “canção” talvez seja o equivalente que se pode aplicar com mais propriedade. Mais de um quinto do total dos lieder baseia-se em três grandes figuras literárias da época: Goethe, Schiller e Heine. São de Wilhelm Muller os textos para dois grandes títulos: A Bela Moleira e A Viagem de Inverno. Entre muitos Heinduroslein, A Truta e alguns da Bela Moleira, passaram a fazer parte do acervo popular, convertendo-se em autênticos Volkslieder, cantados na Áustria e na Alemanha.

É também conhecida popularmente e ouvida nas igrejas, principalmente em cerimónias de casamentos a “Avé Maria” ou Ellens Gesang III (“Canto de Helena III).

 

Faleceu em 19 de Novembro de 1828 com a idade de 31 anos e foi enterrado no cemitério de Wahring (Viena), perto de Beethoven, conforme era seu desejo. Em 1888 os restos mortais dos dois músicos foram transladados para o cemitério central de Viena, e colocados numa zona que foi denominada “Panteão dos Músicos”

 

No túmulo, que fica perto de Beethoven, Gullparzer mandou colocar este epitáfio:

 

“A música enterrou aqui um rico tesouro

e esperanças ainda mais belas”

 

Abram a janela a um novo dia e ouçam o adágio de “Serenade”

 

 

 

 

NOTA: Informação colhida da colecção “Enciclopédia Salvat dos Grandes Compositores” – Arturo Reverte

 

 

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