DIÁRIO DE BORDO, 11 de Novembro de 2011


 

 

Dois gestores do Hospital Velho de Cascais, que não tem doentes desde Fevereiro de 2010, continuam a receber o vencimento. Só agora seguiu a portaria de extinção necessária. Entretanto o IDT – Instituto da Droga e da Toxicodependência tem os pagamentos atrasados às comunidades terapêuticas desde Agosto. Para a situação contribui fortemente o atraso do financiamento proveniente dos jogos sociais.

 

O El País de domingo passado, 6 de Novembro, inclui uma crónica de John Carlin, intitulada Sarah Palin, o triunfo da banalidade. O cronista faz o retrato da ex-candidata à vice-presidência dos EUA, nota as suas limitações culturais e de carácter, e interroga-se em como pode ter merecido o voto de quase sessenta milhões de americanos, na eleição presidencial de 2008. E observa que o nível geral dos candidatos republicanos está em queda, fazendo com que George W. Bush, ao pé deles, pareça um colosso. Inclusive fazem gala da sua ignorância em política externa, para captarem o apoio do Tea Party. John Carlin remata dizendo que o que mete mais medo é que pode não estar longe o diaem que Sarah Palin, ao pé dos Perrys, Bachmann e Cains, também pareça um colosso.

 

Naomi Klein, no seu trabalho em The Nation, Capitalism vs. The Climate, assinala que o número de americanos que acreditam que as alterações climáticas são influenciadas pela acção humana tem decrescido significativamente (2007 – 71%; 2009 – 51%: 2011- 44%). Esse decréscimo deriva sobretudo de influências orientadas através do Partido Republicano, por grupos de pressão ligados à. Indústria e à finança.

 

Otelo Saraiva de Carvalho fez declarações públicas e, como é habitual, a nossa nomenklatura despejou uma avalanche de críticas sobre ele. Quem queira realmente medir as suas declarações, é melhor ouvi-las directamente, sem intermediários. Lembra-se da acusação que lhe fizeram de ter ameaçado meter os adversários políticos no Campo Pequeno? O que ele disse foi: “qualquer dia teremos de os meter no Campo Pequeno, antes que nos metam lá a nós”. A segunda parte tem sido sempre omitida pelos acusadores profissionais. Faz uma grande diferença. E agora, há pouco tempo, sobre o arrependimento que disse sobre ter feito o 25 de Abril (essa é que não lhe perdoam, que antes é que era bom), leiam o que vem no Público de ontem, que está bastante claro. E é muito compreensível a sua conclusão, olhando ao actual estado de coisas. Oiçam o vídeo que o Carlos Loures meteu, aqui n’A Viagem dos Argonautas, ontem às 23.55.

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