Conde de Amarante (1763-1821)
Francisco da Silveira Pinto da Fonseca Teixeira, filho de Manuel da Silveira Pinto da Fonseca e de D. Antónia da Silveira, nasceu a 1 de Setembro de 1763 em Canelas.
Em 25 de Abril de 1780, apresentou-se como praça de cadete no Regimento de Cavalaria de Almeida. Escassos anos depois, é promovido a Alferes da mesma instituição, precisamente a 27 de Fevereiro de 1790. Mas as suas aspirações não se ficariam por aquela patente honrosamente alcançada e a 17 de Dezembro de 1792 é promovido a Tenente do regimento de cavalaria nº 6, denominados os «ligeiros de Chaves». Alguns anos após é lhe incumbido outro posto, o de capitão e ajudante do Marechal João Brun da Silveira responsável pela área militar da província da Beira, em 17 de Dezembro de 1799.
Em Dezembro de 1807, assiste à «destruição» dos regimentos de cavalaria nº 6, 9, 11 e 12 por ordens do general francês Junot.xxx Apresenta a sua demissão ao governo francês e tenta evadir-se para um navio militar inglês, para viajar para o Brasil, mas tal intento foi mal sucedido.
Encaminha-se então para Vila Real, onde é uma peça vital para aclamação do governo provisório em 1808. É agraciado pela Junta do Supremo Governo do Porto, com a patente de Coronel, título da sua extinta unidade de cavalaria nº 6, que chefiava.
A 15 de Fevereiro de 1809, já com a categoria de Brigadeiro é lhe confiado o cargo de governação militar da província de Trás-os-Montes, por ordem régia exarada em carta de 15 de Fevereiro de 1809.
Foi o primeiro general português a obter vitória face aos opositores franceses bem organizados e lutadores. Comandando duas brigadas de milicianos e voluntários de Trás-os-Montes e com a ajuda dos regimentos nºs 12 e 14, respectivamente de infantaria e milicianos de Miranda, Moncorvo, Lamego, Bragança, Chaves e Vila Real toma a praça de Chaves, ocupando posições vitais.
Depois do assegurado controle da praça, o general Silveira, preocupa-se em estruturar uma defesa meticulosa da ponte de Amarante, opondo-lhe os regimentos de milícias de Miranda, Chaves e Vila Real apoiado com umas escassas peças de artilharia contra os inimigos franceses fortemente armados, chefiados pelo general Loison.
Mas, os opositores acabam por trespassar, a defesa, atacada pela sua retaguarda, beneficiaram com a traição de alguns portugueses e ao “coberto” das condições atmosféricas, que propiciou a repentina incursão nas fileiras dos combatentes portugueses. Pela sua heróica colaboração na defesa da ponte, o General Silveira, recebe o título de conde de Amarante em 13 de Maio de 1811.
Quando sucedeu a Revolução Liberal de 24 de Agosto de 1820, despoletada na cidade do Porto, a junta provisória tenta convencer o conde de Amarante a participar na rebelião, ao que este recusa.
Mas as suas tropas seriam persuadidas pelo seu cunhado Gaspar Magalhães a combater por aquela causa.
Em Vila Real, em Fevereiro de 1823, o conde de Amarante, opõe-se à Constituição. É a favor do rei absoluto. Trás-os-Montes adere quase na totalidade.
Desgostoso com a situação militar vivida, o conde sai de Chaves e vai para Ponte de Lima, vindo depois de algum tempo para Vila Real, onde em Maio de 1821, faleceu e ficou sepultado na capela do Espírito Santo.
A seguir – Duque de Palmela

