Hoje começamos por falar de nós.
Ontem, 5 de Dezembro de 2011, ultrapassámos pela primeira vez a barreira dos mil visitantes num dia. Sabemos que muitos blogues têm audiências muito maiores e que o nosso júbilo pelos mil leitores parecerá injustificado. No entanto, como dissemos no nosso primeiro “diário de bordo”, «queremos, ganhar o nosso espaço, lutando pela qualidade e pela liberdade de expressão, pela isenção.» (…) « Recusamos também a análise imediatista. Apostamos na crítica construtiva, consistente e portadora de alternativas.» (…)«Resumindo – desejando-se a maior liberdade, mas há princípios a respeitar, pelo que algumas «liberdades» – as tais que afrontam a Liberdade – não serão aceites. E é com esta pequena quantidade de princípios e com este reduzido capital de intenções que vamos começar.».
E cá estamos. Não viemos para competir com outros blogues – a nossa competição é connosco, tentando ultrapassar as nossas deficiências, corrigindo-as. Por isso, mil leitores num dia, é uma vitória.
No plano nacional, Vítor Gaspar diz que Portugal foi abençoado com consenso político. Nós diríamos que Portugal foi amaldiçoado com uma classe política dominada por interesses oligárquicos, de uma forma geral, pouco inteligente e mal preparada. Um insigne professor catedrático da Faculdade de Ciências de Lisboa, zoólogo e biologista, afirmava que as galinhas não são estúpidas – têm exactamente a inteligência indispensável para sobreviver e para proteger a espécie. O que acontece é que, em cativeiro, se movimentam num mundo de capoeiras, aviários e outras coisas que não existem na natureza.
Os nossos políticos não são estúpidos (embora o pareçam). Têm a inteligência indispensável para sobreviver, proteger a espécie, criar clientelas, criar fortunas rapidamente… Que culpa têm eles de que a democracia condene o que fazem? Adapte-se a democracia! Ou acabe-se com ela. Deixem só ficar o poleiro.


Pelo menos o nosso barco anda à tona. Precisamos é de mais marinheiras na equipagem.