Ouça! Ouça!… Não deixe de ouvir até ao fim, pois assim terá oportunidade de exclamar: «É realmente
incompreensível que pérolas deste quilate estejam excluídas da ‘playlist’ da Antena 1, o canal generalista da rádio estatal que tem a obrigação legal (formalmente estabelecida no contrato de concessão do serviço público de radiodifusão) de divulgar a melhor música portuguesa!!!»
Ao mesmo tempo que estas pérolas são votadas ao ostracismo, constata-se que a referida ‘playlist’ está atulhada de subprodutos (exógenos e endógenos), muitos dos quais promovidos ‘ad nauseam’.
O que se disse a respeito da Antena 1 aplica-se igualmente à Antena 3, outro canal do chamado “serviço público de rádio” que marginaliza, de forma perfeitamente criminosa, o nosso património musical mais valioso e qualificado.
Fica à reflexão dos pagantes da contribuição do audiovisual (que actualmente se cifra em €27,00 anuais + I.V.A.) e de quem tem nas suas mãos o poder para pôr cobro a tão aberrante anormalidade.
Quando Um Homem Quiser
Letra: José Carlos Ary dos Santos
Música: Fernando Tordo
Intérprete: Paulo de Carvalho* (in LP “MPCC”, Orfeu, 1976; CD “Paulo de Carvalho”, col. O Melhor dos Melhores, vol. 19, Movieplay, 1994; 2CD “Antologia: 40 Anos”, Movieplay, 2002; CD “Vida”, Farol Música, 2006) [>> YouTube]
Tu que dormes à noite na calçada do relento,
Numa cama de chuva com lençóis feitos de vento;
Tu que tens o Natal da solidão, do sofrimento,
És meu irmão, amigo, és meu irmão!
E tu que dormes só no pesadelo do ciúme,
Numa cama de raiva com lençóis feitos de lume;
E sofres o Natal da solidão sem um queixume,
És meu irmão, amigo, és meu irmão!
Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser.
Natal é em Setembro,
É quando um homem quiser.
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer,
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher.
Tu que inventas ternura e brinquedos para dar;
Tu que inventas bonecas e comboios de luar,
E mentes ao teu filho por não os poderes comprar,
És meu irmão, amigo, és meu irmão!
E tu que vês na montra a tua fome que eu não sei,
Fatias de tristeza em cada alegre bolo-rei,
Pões um sabor amargo em cada doce que eu comprei,
És meu irmão, amigo, és meu irmão!
Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser.
Natal é em Setembro,
É quando um homem quiser.
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer,
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher.
Tu que inventas ternura e brinquedos para dar;
Tu que inventas bonecas e comboios de luar,
E mentes ao teu filho por não os poderes comprar,
És meu irmão, amigo, és meu irmão!
E tu que vês na montra a tua fome que eu não sei,
Fatias de tristeza em cada alegre bolo-rei,
Pões um sabor amargo em cada doce que eu comprei,
És meu irmão, amigo, és meu irmão!
És meu irmão, amigo, és meu irmão!
[instrumental]
* Orquestração – José Luís Simões
URL: http://www.paulodecarvalho.com/
http://www.myspace.com/paulodecarvalho
http://www.macua.org/biografias/paulodecarvalho.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Paulo_de_Carvalho
http://rubicat.no.sapo.pt/paulocarvalho.html
http://rubicat.no.sapo.pt/index.html
http://palcoprincipal.sapo.pt/bandasMain/paulo_de_carvalho
http://cotonete.clix.pt/artistas/home.aspx?id=2007
http://www.lastfm.pt/music/Paulo+de+Carvalho


Belíssimo! Vou partilhar esta pérola um dia destes.