Caure, por Laia Noguera i Clofent

Quatre Barres

 

 

 

 

 

Caure, o último livro da poeta Laia Noguera i Cofent obteve um dos mais prestigiosos prémios da Catalunha: o Ausiàs March.

 

A revista literária bilingue catalão/português, Capicua, editada pela associação cultural catalunyapresenta, publicou no seu número 2 uma versão bilingue dalguns poemas de Laia Noguera.

 

Também no blogue de Laia Noguera se pode encontrar, entre outras, uma opção “português” que permite aceder aos poemas em catalão acompanhados da tradução para português.

 http://laianogueraclofent.wordpress.com/ 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

La caiguda


He vist com queia i era neu. M’he sentit completament esbocinat. Aquestes petges enfonyades. Les arrels i la saba. Les parpelles, els unglots. He vist com corrien les muntanyes, com em desfeia en la ventada, una volva esmicolada. He caigut i era tènue, indescriptible.

 

A queda


Vi como caía e era neve. Senti-me completamente despedaçado. Estas pisadas escondidas. As raízes e a seiva. As pálpebras, as unhas. Vi como corriam as montanhas, como me desfazia na ventania, um floco esfarelado. Caí e era ténue, indescritível.

 

Traducció d’Anna Cortils i Rita Custódio

Publicat a Capicua, núm. 2, 2010

 

 

 

Cim


La llum oberta de migdia.
Les mans a dalt de tot.
La flor d’espígol, les abelles.
Tu no fas res.


Cume


A luz aberta de meio-dia.
As mãos em cima de tudo.
A flor de alfazema, as abelhas.
Tu não fazes nada.


Traducció d’Anna Cortils i Rita Custódio

Publicat a Capicua, núm. 2, 2010

 

 

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