COMPOSITORES FAMOSOS – Bartók – por Luís Rocha

 

 

 

 

 

Béla Bartók nasceu em 25 de Março de 1881, em Nagyszentmiklór, aldeia da província de Torontol na Transilvânia húngara (incorporada na Roménia em 1920).

O pai tocava violoncelo numa pequena orquestra de amadores e a mãe tocava piano. Assim o ambiente onde cresceu foi presidido pela música o que fez de Bartók um grande musicólogo e pianista excepcional. Ao mesmo tempo foi um livre-pensador, socialista, e grande patriota.

 

A morte do pai quando ela tinha apenas 7 anos e as dificuldades de subsistência da família influenciou o carácter tenso e profundo, introvertido e sensível do jovem Béla. A sua infância decorreu na Roménia e na República Checa (Pozsony na Checoslováquia – actualmente Bratislava), onde finalmente a família se instalou em 1893. Aí recebeu lições de piano e harmonia de Láslo Erkel filho do compositor Ferenc Erkel. Queria ir para Viena mas o seu nacionalismo levou-o a inscrever-se no Conservatório de Budapeste em 1899, onde em 1901 lhe foi conferido o Prémio Liszt de Piano e o ganho de duzentos florins.

 

Toda esta vivência cristalizou em Bartók o sentimento do nacionalismo musical (música húngara). Em 1902 compôs a primeira obra o Scherzo e no ano seguinte o poema sinfónico nacionalista Kossuth que veio a estrear em apresentações em Viena e Manchester, depois de alguns concertos dados em Berlim. A imagem abaixo mostra Kossuth, o chefe lendário dos húngaros recrutando voluntários. O poema sinfónico de Béla Bartók foi a primeira expressão do seu inflamado nacionalismo

 

Seguiu-se a Rapsódia, op 1 (quinteto com piano) o Scherzo para piano e orquestra, op. 2. Em 1906 publicou, com Kodály uma colecção de Vinte Canções Populares Húngaras. Sob a influência de Debussy compôs um tríptico cénico formado por O Castelo do Barba Azul, O Príncipe de Pau e o Mandarim Maravilhoso.

Após o nascimento do seu filho Peter em 1924 escreveu numerosas composições de piano, de câmara (entre elas, os quartetos nº 3 e nº 4) o concerto de piano nº 1 e a Suite de Danças. Em 1930, publicou a última grande colecção de Canções Húngaras e escreveu a importante Cantata Profana e o concerto de piano nº 2.

 

 A ascensão do fascismo, e o revolucionarismo do modelo soviético nos anos 30, foram dolorosos para Bartók e para os seus, que assim contemplavam anos de retrocesso da democracia e da razão, dois dos ideais da sua geração. A implantação do nacional-socialismo na Alemanha e o Anschluss austríaco, com a total nazificação de todas as actividades, levaram-no a quebrar as suas relações artísticas com estes países.

Nessa década Bartók compôs o que alguns consideram o melhor da sua produção musical: os quartetos nºs 5 e 6, a Música de Cordas, Percussão e Celesta, o Divertimento para orquestra de cordas. Para violino compôs o concerto nº 2. Em 1940 partiu para uma digressão nos Estados Unidos.

 

 Em 1945 compôs o concerto nº 3 de piano. Morreu nesse ano no dia 26 de Setembro, longe do seu país e, como dizia, no exílio.

A sua obra é vastíssima e Béla Bartók é essencialmente conhecido como um investigador do folclore.

Segue-se uma excelente interpretação de Romanian Folk Dances/with Danubia Orchestra

 

 

Base da informação: colecção “Enciclopédia Salvat dos Grandes Compositores” – Santiago Martín

Leave a Reply