Hoje, 6 de Fevereiro, podíamos festejar vários aniversários, como por exemplo o do Padre António Vieira, que nasceu neste dia em 1608 ou de Camilo Cienfuegos, também nascido a 6 de Fevereiro de 1932. Mas há questões mais preocupantes e que justificam a atenção de todos. Hoje 6 de Fevereiro de 2012, não cessam de acumular-se sinais de que a situação internacional é grave – não dizemos que estamos a caminhar para um conflito armado de grandes proporções – sabemos que, na história recente do mundo, foi sempre assim que as potências e os poderes resolveram os problemas económicos e sociais.
Conflitos que destroem milhões de vidas e deixam o mundo em ruínas. Na perspectiva de quem manipula o teatro do mundo, ficam resolvidos diversos problemas – excesso de mão de obra, por um lado e, por outro, infra-estruturas a reconstruir, o que reabilita a economia. Só vantagens. A China e os Estados Unidos, a Rússia, são gigantes com pé de barro – a grandeza destes impérios assenta em pressupostos errados, em contradições de toda a natureza – ambos vivem à beira de um abismo. Nem é preciso haver um acordo formal, basta um acordo tácito – pretextos não faltam – a Síria, o Irão, o colapso económico na Europa…
Sempre temos dito que não se pode analisar o presente e tentar prever o futuro olhando para o passado, pois seria como conduzir um automóvel olhando para o retrovisor em vez de olhar a estrada em frente. Mas, o Padre António Vieira, um dos aniversariantes de hoje disse:”Se no passado se vê o futuro, e no futuro se vê o passado, segue-se que no passado e no futuro se vê o presente, porque o presente é futuro do passado, e o mesmo presente é o passado do futuro.”
A nossa leitura desta frase do grande humanista é a de que passado, presente e futuro estão indissoluvelmente ligados por um nexo contínuo – o egoísmo do ser humano e o atávico costume de os fortes se alimentarem dos fracos – o canibalismo que se terá praticado no dealbar da espécie não se extinguiu – sofisticou-se.
Ele aí está, mostrando os dentes.

