LIVROS PROIBIDOS NOS ÚLTIMOS TEMPOS DA DITADURA- 43 – por José Brandão

José Vilhena, o mais produtivo fornecedor de obras a proibir, não faltou a este quadro – uma ferroada na Igreja, abordando à sua maneira o “negócio” das missas. Uma obra de Miguel Torga, uma reedição de Montanha, uma colectânea poética de Maria Teresa Horta editada em 1967, duas peças de teatro do argonauta Carlos Loures… A entrevista em que Teresa Horta fala deste livro está no início deste post.

 

Mas há aqui um livro a destacar – Missão em Portugal: diário de uma experiência diplomática, 1960, do embaixador Àlvaro Lins. Livro bem escrito, mas sobretudo de um conteúdo importante. Note-se que a Embaixada ficava paredes meias com a sede da PIDE. Do seu gabinete Álvaro Lins assistia a cenas chocantes. Os capítulos principais do livro são os que referem o asilo concedido a Humberto Delgado, vencedor de facto, das eleições de 1958 que, foram «ganhas» por Américo Tomás, mercê das consabidas manobras de viciação dos cadernos eleitorais e da legislação que regia o acto.

 

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