
Silêncio pode ser uma estratégia! Todavia à partida exclui-se essa possibilidade. Fiquemo-nos por duas hipóteses: Imposto de fora ou de dentro? Qual será pior, o dos que sofrem o efeito de uma repressão ou o dos cobardes que têm medo de dizer o que pensam?
Dos últimos nem se pode dizer “não há machado que corte a raiz ao pensamento”. É o próprio que cria e alimenta o silêncio, reprimindo o seu próprio pensamento
A imagem da parte inferior da gravura, não mete a cabeça na areia, o seu rosto está bem visível. O silêncio é-lhe imposto de fora! Por isso imagina-se a caminho de um lugar qualquer, transformado nas imagens que lhe estão por cima, sem cabeça único órgão pensante, vagueia sem pensar para quê nem para onde.
O silêncio imposto deprime, enraivece, turva o pensamento e em desespero, faz com que se avance à toa, sem objetivos nem planos. Mas há sempre a esperança do desconhecido!
(Inédito

