Como sempre dez livros interessantes, uns mais do que outros. E também mais compreensível a apreensão de uns do que a de outros, embora, sabendo-se qual a lógica da polícia secreta do estado salazarista, se é que logica se pode chamar ao tortuoso conjunto de tabus que levavam à apreensão dos livros, seja fácil em quase todos os dez casos compreender os motivos da apreensão.
A proibição do romance de Grace Metalious e dos poemas de Charles Baudelaire, têm de ser lançados a crédito da estupidez e ignorância dos censores – os demais são proibições esperadas, incluindo a do Pascoal do José Vilhena, que entre 1956 e 1980, publicou cerca de 80 livros, grande parte deles apreendidos. José Vilhena sabia que os livros iam ser retirados, mas nunca deixou de os publicar. Um caso de notável persistência.


