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UMA NOVA EXPOSIÇÃO: Inauguração: quarta-feira, 25 de Abril, 19h A Casa da Achada – Centro Mário Dionísio, em colaboração com a Lega di Cultura di Piadena, apresenta a exposição de fotografia «Deus no telhado e os novos anjos» de Giuseppe Morandi. A inauguração conta com a presença do autor e o Coro da Achada canta algumas canções do seu repertório. A exposição é constituída por meia centena de retratos – feitos ao longo de meio século – de homens, mulheres, crianças, gente vulgar – italianos, africanos, indianos -, que, uma vez fotografada, deixa de ser vulgar e nos faz pensar. São cenas de quotidiano e cenas de festa na Baixa Padana. O título nasceu dum poema de Lise Rouillard, escrito em 1986, que ao ver um pedreiro a trabalhar em cima dum telhado, ela exclama que é um deus. De origem camponesa, nascido em 1937 numa aldeia da Planície do Pó, Giuseppe Morandi, sem nunca ter deixado de ser dactilógrafo na Câmara de Piadena, começou, em meados dos anos 50, a filmar e a fotografar aquilo que conhecia bem: a vida dura do campo e os camponeses que aí viviam. Tratava-se de lhes restituir uma dignidade perdida. Vieram mais tarde as fotografias de imigrantes que, em tempos de decadência da agricultura, os substituíram. E, entretanto, escreveu novelas no dialecto da sua terra. A exposição poderá ser visitada até ao dia 28 de Maio. |
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OLHARES SOBRE OS NOVOS ANJOS Quinta-feira, 26 de Abril, 18h00Após a inauguração da exposição «Deus no telhado e os novos anjos» deGiuseppe Morandi, acontece uma conversa que junta muita gente de muitos sítios e áreas diferentes. Para além da presença do autor, juntam-se Gianfranco Azzali, da Lega di Cultura di Piadena; Peter Kammerer, sociologo que trabalha de perto com Morandi; Jorge Silva Melo; e os fotógrafos André Beja, Catarina Botelho, Luís Rocha e outros. «Tal como na famosa canção dos partisans, alguém acorda de manhã e vê. Neste caso, não vê o invasor, mas um deus no telhado. Ele desce ao pátio e dá a boa nova. As fotografias de 1985 mostram Emilio Bosio, pedreiro, incarnação de uma beleza antiga, semelhante às obras-primas da arte italiana. A seu lado, Antonio, deus negro vindo do Níger. Morandi viu-o passar de bicicleta, com aquele estranho chapéu na cabeça. Aproveitou esse instante, pediu-lhe autorização para o fotografar e travou conhecimento com ele. Não se rouba a fotografia a alguém. Até os indianos do campo desportivo conhecem Morandi e aceitam a sua curiosidade como um acto de solidariedade.» |
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QUEM É MARIA LETÍCIA Sábado, 21 de Abril, 16h Em Abril organizamos uma sessão sobre Maria Letícia Clemente da Silva (1915 – 2010), companheira de sempre de Mário Dionísio. Maria Letícia Clemente da Silva foi professora de Português e Latim no ensino secundário, tradutora, autora de livros escolares, trabalhou na Comissão para a Reforma do Ensino, logo a seguir ao 25 de Abril. Em 1947 foi expulsa, por razões políticas, do ensino – afastamento que durou oito anos. Pertenceu a organizações de mulheres, como Conselho Nacional de Mulheres Portuguesas (encerrado pelo Estado Novo em 1947) e à Associação Feminina Portuguesa para a Paz. Depois da morte de Mário Dionísio, iniciou, com a arquivista Natércia Coimbra, o inventário do seu espólio, actualmente acessível na Casa da Achada. Participam na sessão quatro fundadoras da Casa da Achada que conheceram e trabalharam com Maria Letícia: Diana Dionísio (neta de Maria Letícia), Natércia Coimbra (arquivista que organizou o espólio de Mário Dionísio e Maria Letícia),Maria Helena Carvalho e Maria Emília Dinis (professoras, amigas de Maria Letícia) e todos os que a conheceram, principalmente ex-alunos e ex-alunas, que quiserem dar o seu contributo. A conversa é acompanhada por uma exposição de livros e documentos. à Maria Letícia chapelinho de quadrados desce um ar de natal sobre os passeios sinto surpreso que há momentos Mário Dionísio, O riso dissonante, 1950 |
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DEPOIS DE RIR UMA VEZ POR SEMANA, UM NOVO CICLO DE CINEMA DE ABRIL A JUNHO: Segundas-feiras, 21h30 Agora que nós-números (e não pessoas) temos pouco a ver com a política – diz-nos quem está no poder. Porque ela pertence aos governos, aos partidos e a mais ninguém. Segunda-feira, 9 de Abril, 21h30 Segunda-feira, 16 de Abril, 21h30 Segunda-feira, 23 de Abril, 21h30 Segunda-feira, 30 de Abril, 21h30 E antes, ainda há a projecção do último filme do ciclo «Rir uma vez por semana»: Segunda-feira, 2 de Abril, 21h30 |
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ITINERÁRIOS: Sábado, 28 de Abril, 16h Nesta 13ª sessão de «Itinerários», em que uma pessoa conta a sua história pouco vulgar, vamos conversar com Jerónimo Franco. Como foi vir duma aldeia para Lisboa aos 11 anos, andar na escola e trabalhar. Como foi fazer a tropa em Moçambique. Como foi trabalhar na TAP e ser presidente do Sindicato dos Metalúrgicos antes do 25 de Abril. Como foi discursar a uma multidão no 1º de Maio de 1974. Como foi fundar o Movimento de Esquerda Socialista e dele sair. Como é ir aprendendo com as pessoas e também nos livros. Como é estar reformado e dividir o tempo entre Lisboa e uma aldeia. |
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CICLO A PALETA E O MUNDO III Segundas-feiras, 18h30 Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos. Em Abril continua a leitura de Introdução à música moderna de Fernando Lopes Graça, com projecção de imagens e audição de peças musicais, por Pedro Rodrigues. «O esforço de Fernando Lopes Graça e de todos os seus colaboradores tem sido de uma importância primordial e decisiva nesta luta pela seriedade da actividade musical. O compositor que se desdobra em regente de orquestra e em organizador de coros, em executante e em ensaiador, em conferencista e em autor de livros de divulgação, e o grupo de colaboradores que ele próprio tem sabido fazer nascer à sua volta, são pedras fundamentais dessa mesma luta que, abrindo a sensibilidade e a inteligência do público para a arte dos sons, está evitando, pelos seus próprios meios e no escalão que lhe compete, a possibilidade monstruosa de uma vida sem música.» |
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LIVROS DAS NOSSAS VIDAS: Quinta-feira, 12 de Abril, 18h 23.ª sessão de uma série com periodicidade mensal, a partir de livros e autores referidos por Mário Dionísio num depoimento sobre «Os livros da minha vida». Cristina Almeida Ribeiro fala de A casa grande de Romarigães de Aquilino Ribeiro.
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OFICINAS Domingos, 1, 15 e 29 de Abril, das 15h30 às 17h30 No mês de Abril as oficinas serão diferentes e de fabricos vários. Domingo, 1 de Abril, 15h30 Domingo, 15 de Abril, 15h30 Domingo, 29 de Abril, 15h30 Para todos a partir dos 6 anos. Número máximo de participantes: 10.
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… nas horas de abertura, é possível:
… projectamos um documentário sobre a Mouraria:
… em Alhos Vedros:
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As novidades do Centro Mário Dionísio |
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