De regresso a Madrid – IV – por António Gomes Marques

Um Café na Internet

 

 

 

 

 

 

Para o 3.º dia, tínhamos programado a visita ao Museu Thyssen-Bornemisza, para ver parte da exposição das obras de Chagall (1907-1947) e na Fundación Caja Madrid (França, 1948-1985) para ver a outra parte da exposição, assim como ver a exposição no Museu intitulada «Visiones de la India», constituída por pinturas do Sul da Ásia do Museu de Arte de San Diego. Como o Luís ficaria livre antes de almoço e também queria ver estas exposições, guardámos a manhã para passear pelas ruas e avenidas de Madrid, com incursões em algumas livrarias, onde comprei mais alguns livros a juntar aos que havia adquirido, nomeadamente «Garzón, La Hora de la Verdad», de Loretta Napoleoni, que já estou a ler em consideração da minha amiga Augusta Clara, ou seja, confesso que procuro mais razões para justificar a opinião sobre o mediático juiz, que expressei num comentário que fiz para o blogue, opinião essa que ainda não alterei pelo que já li -1/3 da obra-, embora, é outra confissão, gostaria de chegar à conclusão de que a razão está mais com a Augusta Clara do que comigo.

 

Mas há que falar das exposições, e esta, sobre «Visiones de la India», encantou-nos. É uma mostra de 106 obras da colecção do Museu de Arte de San Diego, constituída por manuscritos religiosos iluminados, livros ilustrados da poesia persa e álbuns reunidos por mecenas especialistas, que são parte de um fundo de mais de duas mil peças, reunidas, na sua maioria, pelo coleccionista Edwin Binney 3º, que as deixou, como legado após a sua morte, ao Museu atrás referido.

 

 

 

 

Pormenor de duas capas de um manuscrito

 

De acordo com o folheto da exposição, que temos estado a seguir, os artistas indianos mostraram uma enorme capacidade para responder satisfatoriamente aos seus clientes, soberanos, comerciantes persas, europeus e centro-asiáticos que chegaram à Índia entre os séculos XII e XIX, sem nunca perder o carácter indiano da sua arte.

 

À entrada, distribuem uma pequena lupa para que possamos apreciar ao pormenor estas pinturas. De facto, para além do colorido e do rico grafismo, o que mais nos encantou foi o pormenor, particularmente das figuras, que são miniaturas, mas que não perdem um pormenor dos rostos ou de qualquer outro ponto do corpo humano, só possíveis de visão com o auxílio da lupa, para além das ricas vestes.

 

  À direita: Krisna corta a meio o demónio Naraka com o seu disco.

 

Como não podia deixar de ser, não falta um «Retrato de Albuquerque, o almirante português», de 1615, aguarela e ouro sobre papel, 18 x 12,3 cm.

 

Para quem quiser aprofundar um pouco a visão desta exposição, sugerimos que visitem o seguinte endereço:

 

http://www.museothyssen.org/microsites/exposiciones/2012/india/salas_3.html#ancla

 

Mas é agora chegado o momento de falar da grande exposição de Marc Chagall, unanimemente considerado um dos artistas mais importantes do século XX, o que se fará no próximo capítulo desta crónica.

 

 

 

 

 

 

1 Comment

  1. Uma rectificação que o «malandro» do Carlos não fez: onde se lê «…embora, é outra confissão, gostaria de chegar…» deve ler-se: «…embora, é outra confissão, gostasse de chegar…»

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