agenda cultural de 14 a 20 de Maio de 2012

 

 

 

 

por Rui Oliveira

 

 

 

Cordas sobresselentes (1ª parte)

 

 

 

   Na Segunda 14 de Maio, chamamos a atenção para a performance , na Galeria ZBD às 22h, de Eleanor Friedberger,  vocalista dos Fiery Furnaces,  que aí apresenta o seu ultimo CD “Last Summer” (edit. Merge, 2011) em formato trio com Samantha Shelton e Kelvin Yu.

   O produto do seu canto a solo (sem o irmão Matthew), bem aceite internacionalmente como

“músicas feitas de memórias com futuro, ao estilo do amor cinemático de Woody Allen” pode ouvir-se, p.ex., neste “Heaven” do seu álbum recente :

 

 

 

 

   Também a 14 de Maio (Segunda), há na Sala dos Espelhos do Palácio Foz, às 21h, a Final do Concurso Domingos Bontempo, uma iniciativa do Conservatório de Lisboa, uma escola particular de ensino artístico existente há cerca de dois anos.

 

   Ainda na Segunda 14 de Maio, no Teatro da Politécnica há, às 21h30, mais um espectáculo do FATAL, Festival Anual de Teatro Académico de Lisboa, desta vez uma criação colectiva do GrETUA da Universidade de Aveiro. Trata-se de E(N)XAME  com orientação do encenador Jorge Fraga.

   Sinopse : Pretende ser um ataque político mas não partidário, ideológico mas não fundamentalista. Quer-se que “toque na ferida”, que provoque o espectador. Um espectáculo que permita a celebração do acto Teatral! Dezoito espaços diferentes, habitados por dezoito actores que assumem dezoito personagens, numa communitas. Interrogam-se, revoltam-se, querem tornar a si o seu destino, seja ele qual for. Qual é a importância de “existir‟?

 

   Entretanto na Culturgest (Pequeno Auditório), às 18h30 deste 14 de Maio, a segunda do ciclo de três conferências sobre Os sons que estão a mudar a imagem do mundo – Música, cinema e novos media” será proferida por Anahid Kassabian sob o tema “The changing nature of audio-visual relationships and the joys of editing”.

   A oradora é investigadora em música, cinema e novos media, professora na University of Liverpool e autora de Hearing Film (2001), bem como cofundadora da revista Music, Sound and the Moving Image.

 

   Também na Biblioteca Nacional de Portugal, a 14 de Maio (Segunda), às 18h, se iniciam as Conferências de Primavera em História da Cartografia de entrada livre.

   Neste primeiro dia, Tony Campbell, antigo “Map Librarian” na British Library, falará sobre “New Thoughts about Portolan Charts (1300 – 1600) : the Aegean Sea Revisited”.

   Este reputado autor internacional sobre cartografia náutica e “Chairman” da Imago Mundi. The International Journal for the History of Cartography, irá falar sobre a cartografia medieval do Mediterrâneo, as chamadas cartas-portulano em que é especialista, concentrando-se especialmente em duas questões que têm merecido pouca atenção : a sua utilização a bordo e a sua manutenção, quase sem alterações, ao longo de quatro séculos.

 

   Ainda na Culturgest, às 14h30 desta Segunda 14 de Maio, por organização conjunta da CGD e do jornal Expresso para comemoração do 25º aniversário do Prémio Pessoa, reunem-se no seu Grande Auditório para uma conferência sobre “Que Portugal queremos daqui a 25 anos ?”  múltiplas individualidades onde se incluem Maria do Carmo Fonseca, Carrilho da Graça, Manuel Alegre, Gomes Canotilho, Mário Cláudio, D.Manuel Clemente, Luís Miguel Cintra, Sobrinho Simões, Irene Pimentel, Cláudio Torres, João Lobo Antunes, Graça Moura, José Manuel Rodrigues, António Câmara.

   O debate é público.

 

    Por último, estreia a 14 de Maio, às 21h30, ”Made in China”, o novo espectáculo do GTN (Grupo de Teatro da Nova) que estará em cena no Piso -4 da Torre Principal da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas -UNL (Av. De Berna) de Segunda à Sexta até 25 de Maio.

   Segundo a sua directora, Cátia Pinheiro, esta é uma reflexão performática sobre o amor mas “… não, nem todas as histórias de amor são tão marcantes como a de Rick e Ilsa em Casablanca, nem têm que ser… Aqui as nossas  histórias de amor serão como um electrodoméstico barato Made in China, que não respeita o registo de patentes”.

 

 

 

   Na Terça 15 de Maio, há novo espectáculo do FATAL, Festival Anual de Teatro Académico de Lisboa, ainda no Teatro da Politécnica, às 21h30. Representa-se a “Antígona” de Sófocles (reescrita por António Pedro) e encenada por Marcantonio Del Carlo que dirige, desde 1994, o grupo de teatro ArTeC, da Faculdade de Letras da UL.

   Propósito : Discutir, com os espectadores, a força e o poder da sociedade civil, perante as imposições de um regime injusto e ditador.  Assim “Um encenador e o seu coro trágico irão explicar, em cada momento, as contingências de cada personagem apresentando: um Creonte, como um boxeur que combate uma Antígona, militante e rebelde, que canta baladas e escreve a sua revolta nas redes sociais, um Tirésias, que é cego mas vê através de um jogo informático, e ainda uma Isménia e um Polinices, que se apaixonam depois de tomarem ecstasy”.

   Trata-se de uma concepção cénica actual, que se destina a um público contemporâneo que se queira rever numa série de códigos performativos, próprios da realidade em que estamos inseridos. Tal como há 15 anos, o ArTeC revisita Antígona de Sófocles para dizer “basta”: basta a demagogia dos tiranos, basta a tirania da política que só se serve a ela própria, basta a todos os que agitam a bandeira da intolerância!  Viva a democracia!

 

   A 15 de Maio (Terça), no Instituto Cervantes, projecta-se, às 18h30, no seu ciclo “Los limites de la frontera” o filme Retorno a Hansala, 2008 de Chus Gutierrez cujo tema se resume : “Nos inícios da presente década, nas praias de Rota em Cádiz, dão à costa os cadáveres de onze jovens imigrantes marroquinos que tentavam atravessar o estreito de Gibraltar numa jangada. Concluiu-se através das suas roupas que os rapazes pertenciam à mesma aldeia, Hansala”.

   O filme visa recriar aquele desastre do ponto de vista de dois personagens: Martín, um empresário duma funerária que pretende fazer negócio com a ocorrência, e Leila, irmã de um dos falecidos. É este o seu filme-anúncio :

 

 

 

 

 

 

 

   Na Quarta 16 de Maio, encerra no Cinema São Jorge, às 21h30 na Sala Manoel de Oliveira, a Mostra de Cinema Brasileiro integrada no FESTin (que este ano exibiu 7 longas metragens e 12 curtas, ver Pentacórdio anterior) com a primeira longa-metragem de ficção do multi-artista e director publicitário Tadeu Jungle, intitulada “Amanhã Nunca Mais”,  que aborda  conflitos conhecidos pela maioria dos moradores da classe média de uma grande metrópole :  trabalho, cansaço, trânsito, caos e ausência familiar.

   O filme narra a história do médico anestesista Walter, interpretado por Lázaro Ramos, que enfrenta esses problemas … e é um homem que não sabe dizer “não”. Quando precisa levar um bolo para o aniversário da filha, depara-se com personagens, conflitos e situações que o obrigam a reavaliar sua própria vida. . Aquela noite de sexta-feira nunca será esquecida e Walter nunca mais será o mesmo.

   Interpretam-no, além de Lázaro Ramos, Maria Luisa Mendonça, Luis Miranda, Fernanda Machado, Milhem Cortaz, Anna Guilhermina, Artur Koll, Carlos Meceni, Imara Reis, Victória Guerra, Paula Braun, Vic Militello, e o seu filme-anúncio é elucidativo :

 

 

 

   Mais um espectáculo do FATAL, Festival Anual de Teatro Académico de Lisboa, tem lugar nesta Quarta 16 de Maio, ainda no Teatro da Politécnica, às 21h30. A peça é “Domiciano” de José Martins Garcia pelo GTL (Grupo de Teatro de Letras) da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, cujo  encenador é José Ávila Costa, que há vinte anos encena o GTL.

   Sinopse : “Domiciano” é uma comédia satírica que se adapta bem aos dias de hoje e que desvenda a olho nu os “bons costumes” da época. Entre abusos de poder, traições, revolução, corrupção e ocultação de direitos, a história de Domiciano é contada por linhas e entrelinhas de subtileza, nesta obra teatral de José Martins Garcia, influenciada pelas ténues pinceladas de Suetónio. “Domiciano” permite-nos mesmo uma inevitável identificação com a actualidade, na medida em que o texto é pautado por temáticas que estão presentes no nosso quotidiano.

 

   Ainda no Teatro do Bairro, começa nesta Quarta 16 de Maio, às 21h (prolongando-se até Domingo 20) a representação de “Antígonas” com base em textos de Sófocles, Jean Anouilh, Bertolt Brecht e Maria Zambrano, numa encenação de Júlio Martín da Fonseca com dramaturgia sua e de Manuel Vieira e múltiplos actores desde Ana Cristina Martins a Valéria Gavagni.

   Tema : “ Há mais de dois mil e quinhentos anos que a alma de Antígona nos acompanha. A sua voz adquire múltiplos timbres, as suas palavras fazem-se ouvir em diferentes línguas, os seus olhos mudam de cor, a sua presença reveste-se dos lugares onde é convocada, mas o grito em sangue que nos faz sentir, abre a carne do nosso nome à imanência do real, ao mistério da existência humana e à fonte matricial da justiça. Antígonas de vários autores e situadas em épocas distintas, irão coexistir, dialogar, e conduzir livremente todos aqueles que quiserem mergulhar na nudez do eterno presente”.

 

   A 16 de Maio (Quarta) há no Auditório 2 da Fundação Calouste Gulbenkian, às 18h, mais uma palestra de entrada livre do Ciclo de Conferências “Matemática, a Ciência da Natureza” onde o conferencista será Eduardo Marques de Sá, da Universidade de Coimbra, falando sobre Como rodopia um pião, e porquê.

   O pião será, assim, o divertido ponto de partida para analisar os dois séculos que se seguiram à publicação dos Principia Mathematica de Isaac Newton, em que a Física e a Matemática deram as mãos no entendimento da Natureza, uma experimentando-a e descobrindo-lhe os segredos, outra inventando modos de os representar.

 

    No Hot Club de Portugal, às 22h30 desta Quarta 16 de Maio, repete-se a jam session habitual das Quartas-feiras que aqui é liderada pelo guitarrista Afonso Pais, acompanhando-o de início com Óscar Graça hammond e Luís Candeias bateria, abrindo-se depois a participação aos músicos presentes que o queiram.

 

   Por último, assinala-se que neste 16 de Maio (como a 1 e a 29) o músico Noiserv e a actriz Carmen Santos se associam aos espectáculos que o “novo” Teatro Rápido (com sede na rua Serpa Pinto, nº 14) efectua desde o início do mês num novo conceito de peças curtas e baratas (bilhetes a 3 Euros), de cerca de 10 a 15 minutos (logo há seis sessões diárias), distribuidas por quatro salas com lotação máxima para uma dezena de espectadores.

   O tema escolhido para o mês (Maio) foi “a felicidade” e estão disponíveis ao público “O coro dos amantes a caminho do hospital”, com encenação de Joaquim Nicolau a partir de um texto de Tiago Rodrigues, “O amor não é um fogão”, de João Matos e Raquel Palermo, com Cláudia Semedo e Diogo Mesquita, “Comatose”, dos Eric L. Silva e Luciano Gomes, e “Alice é uma chata e o país das maravilhas é um bluff”, com texto e direcção do realizador Vicente Alves do Ó, com Anabela Teixeira e Eurico Gomes.

 

 

 

 

 

   Na Quinta-feira 17 de Maio, estreia-se no Teatro Nacional de São Carlos, às 20h, La Rondine (A andorinha), de Giacomo Puccini (uma das poucas óperas do compositor de La Bohème nunca apresentada entre nós), numa nova produção assinada pela encenadora alemã Nicola Raab, que apresenta o seu trabalho pela primeira vez ao público português. A equipa criativa completa-se com o britânico Duncan Hayler, na concepção da cenografia e dos figurinos, e Pedro Martins no desenho de luz. O maestro argentino, José Miguel Esandi, dirige pela primeira vez no fosso do teatro a Orquestra Sinfónica Portuguesa e o Coro do Teatro Nacional de São Carlos.

   Esta ópera em três actos, com libreto italiano de Giuseppe Adami (estreada no Grand Théâtre de Monte Carlo a 27 de Março de 1917), cuja acção se desenrola em Paris e Nice em meados do século XIX, chega ao São Carlos com um elenco constituído exclusivamente por jovens vozes portuguesas. Destacam-se nos papéis principais, Dora Rodrigues, como Magda de Civry; Carla Caramujo, como Lisette, criada de Magda; Mário João Alves,como Ruggero Lastouc,

o grande amor de Magda; Marco Alves dos Santos, como Prunier, o Poeta; e Luís Rodrigues, como Rambaldo Fernandez, amante e protector abastado de Magda.

   Deixamo-vos o link para poder “comparar” a prestação lusa com a realização do Met (Metropolitan Opera House) em 2009 com Angela Gheorghiu e Roberto Alagna nos principais papeis (enquanto ouvireis a versão integral da ópera !):

 

 

 

 

 

   Também na Quinta 17 de Maio, a apreciada cantora norte-americana Stacey Kent regressa ao Grande Auditório do Centro Cultural de Belém, às 21h, para apresentar o seu novo disco “Dreamer in Concert”.

   Deste álbum fazem parte algumas das canções mais emblemáticas do seu repertório mas com novas interpretações. A cantora revisita também os clássicos franceses e inclui em particular quatro canções ainda não gravadas: duas de António Carlos Jobim e duas novas composições do seu marido Jim Tomlinson, o saxofonista e produtor do álbum. São elas Postcard Lovers, com letra do romancista Kazuo Ishiguro, e O Comboio, escrita pelo poeta português António Ladeira, onde Stacey Kent canta na nossa língua (e não mal, como ouviremos).

   Sobre o novo CD, eis aqui o tema Dreamer :

 

 

 

   Igualmente na Quinta 17 de Maio, às 18h30, na Sala dos Espelhos do Palácio Foz, há por iniciativa da Embaixada de Espanha um Recital de Guitarra e Castanholas onde actuam Ludovica Mosca, castanholas de concerto e Juan Mario Cuéllar, guitarra interpretando peças dos compositores espanhóis Gaspar Sanz, Joaquim Malats e Isaac Albéniz.

 

 

 

   No São Luiz Teatro Municipal estreia a 17 de Maio (até 20/5) na sua Sala Principal, às 21h, a produção do Ao Cabo Teatro encenada por Nuno Cardoso de “Medida por Medida” de William Shakespeare (tradução de Fernando Villas-Boas), com interpretação de Afonso Santos, Catarina Lacerda, Cláudio da Silva, Daniel Pinto, João Melo, Luís Araújo, Paulo Calatré, Pedro Frias, Romeu Costa e Sara Carinhas.

   Eis a história de um mau juiz que acede ao trono e logo abusa do poder, pecando por luxúria, no comércio de favores. Um tratado sobre o moralismo e o poder, uma comédia negra feita de jogos de dissimulação dos vícios privados face a uma severa moralidade pública, a fazer lembrar a diferença entre aquilo que é enunciado e a realidade dura que os factos demonstram.

   Assim explicou Nuno Cardoso a sua encenação de Medida por Medida ao estrear em Guimarães na Capital Europeia da Cultura em Abril último :

    

 

   Também a 17 de Maio, a Companhia de Teatro Industrial apresenta no teatro A Comuna, às 21h30, a sua produção “Os Dias voltarão a correr o calendário” de Sara Sim Sim, com encenação de Frederico Salvador e interpretação de Luciana Ribeiro, Marta Gil, Mauro Silva com os actores convidados Joana Saraiva, Juliana Conde, Lourenço Esteves, Pedro Sousa, Rafael Barreto e Sara Pimenta.

   Anuncia-se como “um espectáculo multi-disciplinar a partir do teatro, dança e multimédia feito para reflectir e observar o que muitas vezes os olhos não conseguem ver.

Quem somos realmente nós, o que significamos para nós próprios e para os outros? Num carácter intimista podemos visitar as relações humanas, onde emergem questões num fundamento amoral em exploração dos conceitos sociais em constante mutação…”

 

   Igualmente a 17 de Maio, o FATAL continua a trazer ao Teatro da Politécnica, às 21h30, agora a peça Veja ao Verso, uma criação colectiva de improvisação do Caín Teatro da Universidade Politécnica de Madrid  com encenação de Ignacio de Antonio, com interpretação de Miguel González Castro, Andrea González Garrán, Marta de las Heras, Marta Muñoz, María Núnez, Luis R. Carnero.

   Sinopse : Cinco actores e um músico, sem adereços nem figurinos específicos (sempre bem vestidos), irão compor uma história concreta, captando informações do público: postura, histórias, tiques, emoções e voz. Durante quase uma hora, sem pausas nem anotações à margem, vão compor uma espécie de “cadavre-exquis” no cenário.

 

 

 

   Já o FIMFA Lx12, o Festival de Marionetas, apresenta a 17 de Maio no Museu da Marioneta, às 21h30, dois espectáculos M 1 onde uma marioneta actua a solo, uma produção do Teatro do Ferro (Portugal).

   Num, M 1.1, de Carla Veloso, uma peça curta onde, diz a criadora “… partindo do ponto em que me encontro (uma condição subjectiva), propus-me indagar sobre a natureza dos elementos disponíveis – eu e o meu corpo, ele ou o outro, a marioneta e a matéria que a enforma”.

   O outro, M 1.2, tem direcção de Teja Reba e Loup Abramovici e interpretação de Igor Gandra. Explicam-no : “As possibilidades da marioneta são também as suas limitações. Igor recorre à identificação, à manipulação, e por fim à dança. No final, o manipulador deve converter-se na própria marioneta, ou melhor ainda, tornar-se naquilo que a marioneta metaforicamente foi validando ao longo da peça – a sua mortalidade”.

 

   Na Sala Manoel de Oliveira do Cinema São Jorge, às 21h30 desta Quinta 17 de Maio, a actriz/psicóloga clínica Marta Gautier  pratica um monólogo cómico intitulado “Vamos lá então perceber as mulheres … mas só um bocadinho …”, um stand-up que se tem revelado de sucesso (p.ex. na Barraca) e que a própria considera “terapêutico”. 

 

 

 

    Na Culturgest e na Quinta 17 de Maio há na sua Sala 2, às 18h30, incluída no ciclo Vinte e Sete Sentidos, a instalação/performance  de Pedro Tudela que ele designou “N’est pas” e que é constituída por “oito ninhos de madeira sonorizados, quatro CDs áudio, microfone e laptop”.

   Explica : “Os ninhos de madeira replicavam, não só o material dominante e nativo daquele espaço, mas também o âmago naturalmente presente que era a casa. Dos altifalantes, assumidos como meio de sonorização dos ninhos, era emitido de modo distribuído o som previamente captado em locais diversos, de ações com e sobre a substância, madeira com diferentes escalas e feitios … O leitmotiv é a incógnita relacionada com a memória, a afinidade e o enquadramento dos dados contidos, enaltecendo a relação do interior com o exterior”.

 

   Também na Culturgest, nesse dia 17 de Maio, o seu Pequeno Auditório recebe, às 18h30, a segunda de um ciclo de quatro conferências sob o título “Alterações climáticas : a crise que não sabemos pensar em que orador será o Prof. Viriato Soromenho-Marques.

   Quando a anterior teve por tema “A construção científica das alterações climáticas”, a palestra desta semana abordará  “As alterações climáticas como problema político”.

 

 

 

   Entretanto a 17 de Maio (Quinta), no Auditório 2 da Fundação Calouste Gulbenkian, às 17h30, o Ciclo de Conferências “O futuro da alimentação – ambiente, saúde e economia” tem mais uma conferência/debate (com transmissão online em directo http://www.livestream.com/fcglive ) sob o título  “Segurança Alimentar : Garantia para o Desenvolvimento”.

   O orador será Benoît Miribel, Presidente da Action Contre la Faim e Director Geral da Fundação Mérieux, em Lyon (França), sendo o debate moderado por Manuel Correia, do Instituto Superior de Agronomia de Lisboa.

 

 

 

   Começam a 17 de Maio (Quinta) as sessões finais do Seminário Pensamento Crítico Contemporâneo  que a Unipop e a Associação de Estudantes do ISCTE-IUL organizam desde 26 de Abril na sede do ISCTE-IUL (Av. Forças Armadas, à Cidade Universitária) o qual “pretende promover o debate sobre um conjunto de propostas teóricas que, posicionando-se criticamente face ao estado do mundo, têm procurado pensar as circunstâncias presentes e as alternativas que têm sido desenvolvidas no quadro da actual crise económica, mas também do ciclo de revoltas que, do Cairo a Wall Street, passando por Madrid, têm vindo a marcar o ritmo dos tempos que correm”.

   Assim a penúltima sessão será no Auditório B103 das 18h às 20h30, constando das palestras Jacques Rancière e a política da emancipação, por Manuel Deniz Silva e Axel Honneth e Jürgen Habermas: uso público da razão, luta pelo reconhecimento e crítica do capitalismo, por Gonçalo Marcelo. O comentário caberá a João Pedro Cachopo.

   Saiba-se já que a sessão final ocorrerá no Auditório B104 das 18h às 20h30 com Alain Badiou e a hipótese comunista, por Bruno Peixe Dias e Giorgio Agamben ou a desactivação, por André Dias comentado por Miguel Cardoso. 

             

                            

   Às 18h deste 17 de Maio, no Museu da Electricidade, tem lugar o último encontro-debate que a revista “Visão” promove e que designou “Conversas às Quintas”.  Serão interventores António Lobo Antunes e Eduardo Lourenço, ambos cronistas daquela revista. A participação do público requer uma inscrição prévia no respectivo site.

 

 

    Ainda a 17 de Maio o Instituto Cervantes, a Casa da América Latina e o Centro de História de Além-Mar da Universidade Nova de Lisboa (CHAM-UNL), em colaboração com a Assembleia da República, organizam um “Colóquio internacional comemorativo dos 200 da Constituição de Cádis”, coloquialmente designado “¡Viva la Pepa! História e Actualidade”. [Nota: ¡Viva la Pepa! foi o grito lançado em 19 de março de 1812 (dia de São José) proclamando a adesão à Constituição de Cádis (popularmente conhecida como La Pepa) ]

   O colóquio terá lugar no Instituto Cervantes (Rua de Sta Marta, 43 F) (manhã), de onde se destaca a conferência pelo Prof. Fernando García de Cortázar (Univ. Bilbau) “1812: La nación levantó el vuelo”.

   Da parte da tarde, na Assembleia da República, haverá intervençõesdo historiador José Pacheco Pereira, do constitucionalista Jorge Miranda, do deputado português Sérgio Sousa Pinto e dos deputados espanhóis Pedro Ramón Gómez de la Serna (PP) e Juan Moscoso (PSOE), bem como dos Secretários de Estado da Cultura de Espanha e Portugal.

 

   No Museu de São Roque encerra a 17 de Maio o ciclo de conferências temáticas  “Primavera em São Roque” sobre o restauro da Capela de São João Baptista com a palestra, às 18h30, “ Oro, oro, oro … I paramenti liturgici ricamati a Roma per la Cappella di San Giovanni Battista e dello Spirito Santo nella Chiesa di San Rocco di Lisbona” pela  Professora Marialuisa Rizzini.

   As conferências proferidas em italiano serão traduzidas em simultâneo.

 

   Reabre nesta data de 17 de Maio o “velho” Ritz Clube (rua da Glória, nº 57) e Zé Pedro, dos Xutos & Pontapés, e Luís Varatojo, d’A Naifa, serão os DJs de serviço juntamente com os Murdering Tripping Blues. A música começa às 23h só terminando às 6h da madrugada.

 

   No Ondajazz, às 22h30, a 17 de Maio, actua de novo o trio Kolme (Ruben Alves  piano, Miguel Amado baixo e Carlos Miguel bateria) enquanto ao Hot Club de Portugal vai durante três dias (17,18 e 19), sempre às 23h, o Bruno Santos Ensemble apresentar o seu novo projecto, reunindo músicos “excelentes e criativos” vide Bruno Santos (guitarra, composição e arranjos), Gonçalo Marques (trompete), Jorge Reis (saxofones alto e soprano), César Cardoso (saxofone tenor), Luís Cunha (trombone e flauta), Paulo Gaspar (clarinete e clarinete baixo), Mariana Norton (voz), Rodrigo Gonçalves (piano e fender rhodes), João Hasselberg (contrabaixo) e Luís Candeias (bateria). 

 

 

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