Diário de bordo de 26 de Maio de 2012

 

 

Seremos um espaço plural onde é proibido proibir ideias políticas, científicas, filosóficas, crenças religiosas…(…)São bem-vindos todos os que defenderem a Liberdade. Respeitando estes princípios, queremos, ganhar o nosso espaço, lutando pela qualidade e pela liberdade de expressão, pela isenção. Aceitamos colaboradores de todas as ideologias e filiações partidárias, desde que democráticas, mas recusamos que no blogue se defendam políticas partidárias ou se tente fazer proselitismo. É um excerto do nosso editorial de 1 de Setembro de 2011 e é a estes princípios que estamos vinculados.

 

Ontem, enviado por um amigo ligado ao Partido Comunista Português, recebemos um poema de Miguel Torga e uma convocatória para uma manifestação que se realizará hoje, 26 de Maio, em Lisboa – Dizia assim:

 

Desemprego. Exploração. Empobrecimento.
Querem fazer a vida num inferno.
É tempo de dizer BASTA!
Rejeitar o Pacto de Agressão
Lutar por um Portugal com futuro

 

Seguia-se o poema de Miguel Torga – QUANTOS SEREMOS?

 

Pegamos no exemplo de Miguel Torga, que nada tinha a ver com o PCP. Presidiu á primeira reunião do órgão regional do Centro do Partido Socialista, mas logo esclareceu que não era militante e que participou na qualidade de socialista que sempre foi. E afirmou ser  mais sensível a uma ética do que a uma ideologia, mais (…) fraterno que disciplinadamente correligionário. 

 

Somos um blogue firmemente apartidário. Nunca faremos propaganda seja de que partido for. Porém, sempre que de um partido ou de qualquer movimento venham ideias com que concordemos, não hesitaremos em as divulgar. Neste momento grave que atravessamos, seria bom que os partidos e os movimentos de esquerda deixassem de pretender ser vanguardas – nem o PCP, nem qualquer outro movimento, será vanguarda dos trabalhadores. É precisamente essa obsessão que tem condenado ao fracasso todas as tentativas de unir a esquerda. E, nesta altura, a esquerda, ou se une ou não serve para nada.

 

Dentro da nossa reduzida esfera de acção, não deixaremos passar o sectarismo. 

 

Mas daremos eco a tudo o que nos chegar e que vá no sentido de lutar pelo que entendemos ser justo. 

 

 

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