BELCANTO – Kirsten Flagstad – por Carla Romualdo e Carlos Loures

Kirsten Flagstad, talvez a maior soprano norueguesa do século XX, nasceu em Hamar a 12 de Julho de 1895 — falecendo em Oslo a 7 de Dezembro de 1962. No início da carreira, apenas actuou no seu país, cantando, além de operetas, óperas de Verdi e de Puccini. Porém, quando em Oslo pôde interpretar o papel de Isolda em Tristão e Isolda, a sua vocação wagneriana estava descoberta. Depois do Festival de Bayreuth em 1933, em que brilhou a grande altura, interpretando os papéis de Sieglinde (Die Walküre) e de Gutrune (Götterdämmerung), em 1935, cantou a Sieglinde no Metropolitan Opera.

 

Foi a consagração como estrela mundial. Flagstad foi considerada a maior soprano wagneriano da época – os papéis de Brünnhilde e Sieglinde (Die Walküre, Elsa (Lohengrin), Elisabeth (Tannhäuser), Senta (Der fliegende Holländer) e Kundry (Parsifal). Durante a Segunda Guerra Mundial, em 1941, Kirsten Flagstad voltou para a Noruega, ocupada pelos alemães. Com o fim da guerra, seu marido foi preso por ter colaborado com os ocupantes, e a cantora viu-se rejeitada pelo público, que considerou que ela também era uma colaboracionista. De volta aos palcos, Flagstad obteve grande sucesso na Royal Opera House, Covent Garden, de Londres, e voltou aos Estados Unidos, cantando em São Francisco e no Metropolitan Opera, novamente, com grande êxito, nos papéis de Brünnhilde, Isolde e Leonore. Após se retirar dos palcos, Flagstad foi directora da Ópera Estatal Norueguesa, em Oslo, entre 1958 e 1960.
 
Die Walküre (A Valquíria) é uma ópera em três actos de Richard Wagner, com libreto do próprio Wagner, inspirado na lenda nórdica da Saga de Volsunga. , é a segunda parte das quatro que compõem a tetralogia Der Ring des Nibelungen (O Anel do Nibelungo). Foi estreada no Teatro Nacional de Munique em 26 de junho de 1870. Em Portugal estreou-se em 4 de Abril 1909 no Real Teatro Nacional de São Carlos. Vamos ouvir na voz de Kirsten Flagstad – a ária do II acto Ho Jo To Ho:

 

 

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